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A divulgação de um “Cemitério de Mulheres” ganhou destaque nas redes sociais nesta semana e gerou indignação entre famosos e anônimos. Artistas e influenciadoras como Viviane Araújo, Erika Januza e Cíntia Chagas compartilharam o vídeo sobre o local e reagiram de forma negativa, sem revelar, naquele primeiro momento, que se tratava de uma campanha publicitária.
Após o vídeo original e os conteúdos publicados pelas famosas viralizarem na web, internautas passaram a buscar informações sobre o suposto cemitério. Diante da repercussão, o Governo de Minas Gerais revelou que o local não existe e que a criação do espaço, da identidade visual, dos perfil nas redes sociais e do site fazia parte de uma campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Em posicionamento enviado à imprensa, o órgão explicou que a primeira etapa da ação começou na quarta-feira (30) e apresentou um “Cemitério de Mulheres” fictício, criado especialmente para a campanha.
Os artistas que compartilharam os vídeos em tom de indignação, na realidade, foram contratados para participar dessa primeira fase. Nos conteúdos publicados nas redes sociais, os famosos chamaram atenção para o suposto local sem revelar imediatamente que estavam participando de uma ação publicitária.

Somente na noite de quinta-feira (1º), durante a segunda etapa da campanha, o Governo de Minas revelou a proposta por trás da mobilização. A mensagem central escolhida foi: “O cemitério não existe, mas o feminicídio é real”.
Com a revelação de que o “cemitério” era fictício, a campanha passou a apresentar informações sobre comportamentos que podem representar sinais de violência contra a mulher, como ameaças, humilhações, isolamento e controle sobre roupas, dinheiro e circulação.

A iniciativa também busca atingir os homens, incentivando o reconhecimento e a interrupção de comportamentos violentos, além de mobilizar familiares, amigos e pessoas que presenciem situações de violência a procurar orientação e acionar os canais de ajuda.
Violência doméstica não é só física. Controlar, humilhar e ameaçar também são formas de violência. Para denunciar ou buscar orientação, ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita e sigilosa. Em situações de emergência ou risco iminente, ligue imediatamente para a Polícia Militar pelo telefone 190.




