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Politica de PrivacidadeGiullia Falcão voltou a falar sobre os episódios de violência que marcaram o relacionamento com o empresário Ivo Vel Kos. Em entrevista ao Fantástico deste domingo (23), a dentista de 27 anos detalhou agressões físicas, psicológicas e sexuais que, segundo ela, faziam parte da rotina do casamento.
Enquanto isso, a defesa do empresário segue negando as acusações consideradas mais graves.
Segundo Giullia, os ataques começaram antes mesmo da cerimônia de casamento, que aconteceu dois anos atrás. A primeira agressão, conforme o relato, aconteceu sete dias antes do evento.
“Ele me deu um tapa no rosto. Eu confesso que eu cheguei a ficar até acostumada. Só que agora foi diferente. Ele falava que ia me matar”, disse. Na época, a dentista chegou a registrar boletim de ocorrência, mas optou por manter o relacionamento acreditando que a violência não se repetiria.

O caso que ganhou repercussão nacional na última semana, segundo Giullia, nasceu durante um encontro com amigos. Ainda no local, ela percebeu que o marido estava incomodado com algumas de suas falas.
“Ele olhava para mim, e falava: ‘fala baixo’ na frente das pessoas. A gente foi embora, se despediu, ele voltou dirigindo o meu carro. E aí ele já explodiu, já começou a falar ‘porque você não devia falar tal coisa, porque não foi legal’. Começou a me ofender de tudo quanto é palavrão”, contou.
Ainda no carro, a violência física teria começado. “E aí ele começou a me dar socos, ainda dirigindo. Eu lembro que eu tentei me proteger. Ele pegou o taser [equipamento de choque] e começou a apertar na minha direção. E aí eu já comecei a chorar, porque eu tenho pavor desse negócio”, recordou.

Quando chegaram à rua onde moravam, Giullia tentou acionar a polícia e procurou ajuda ao perceber que dois seguranças estavam no local. Imagens de câmeras de segurança flagraram parte do episódio.
“Liguei para a polícia, deu errado, e eu desci do carro e vi que tinham dois seguranças na rua. O segurança estava do meu lado, ele viu tudo e ele não se movia. Ele (Ivo) me pega de um lado, eu me debato, e o segurança pega do outro e eu tento me soltar deles, e obviamente eu não consigo, porque eles são muito mais fortes. E aí o segurança consegue me colocar do portão para dentro, e é onde ele fecha o portão”, descreveu.
De acordo com a dentista, a violência continuou dentro da residência. Ela declarou que Ivo teria pegado um taco de beisebol e ido atrás dela. “Quando a gente entra na sala, o taco de beisebol está lá, e é onde ele pega e começa a correr atrás de mim com o taco de beisebol, e eu imploro, eu choro”, relatou. Giullia disse que foi atingida na mão enquanto tentava se proteger.

Em seguida, ela conseguiu subir correndo e se refugiar em um banheiro, trancando a porta. “Ele grita e o celular dele toca. E aí é onde eu subo correndo para o banheiro. Eu falei: ‘Eu vou morrer aqui’. Eu desço e vejo que ele está no telefone. E aí eu consigo destrancar a porta e sair correndo. A minha vizinha de parede… ela imediatamente me abraça e tenta me acalmar”, recordou.
Giullia também acusou Ivo de violência sexual durante o relacionamento. “O Ivo, ele não tinha uma boa performance por conta de medicamento, o estado emocional que ele vivia. Quando ele me procurava, eu era obrigada a ser presente para ele e eu acordava com ele em cima de mim. Então, essa violência sexual acontecia sempre”, afirmou. “Mas a violência psicológica era a maior, ele me fez parar de trabalhar. [Ele falava] ‘Você é uma inútil, não seja burra, fica quieta, obedece que você só tem a ganhar'”, acrescentou.
A dentista ainda ressaltou que tentou encerrar o casamento em diversas ocasiões, mas Ivo insistia em procurá-la. “Eu tentei pedir o divórcio inúmeras vezes. Eu ficava longe dele. E ele ia ao meu encontro. Ele me perseguia. Ele ligava 60 vezes. Ele ia na minha casa. Ele mandava flores. Ele mandava presente. Ele chorava. Era uma loucura, assim. Você fica totalmente cega”, relatou.
O Fantástico também exibiu imagens inéditas da audiência de custódia do empresário. Durante a sessão, foram destacadas as circunstâncias que levaram à prisão em flagrante: “Os fatos são graves. Há indícios de que a vítima tem sido agredida por um indiciado de forma violenta”. Enquanto escuta, o empresário balança a cabeça em forma de negação.

A Polícia Civil também investiga uma denúncia de violência patrimonial. Giullia declarou que, depois do episódio, ficou sem acesso à residência, ao carro e a outros bens. O empresário ainda é investigado por uma suposta agressão contra um amigo dentro de uma sinagoga em São Paulo, em maio.
Em nota exibida pelo programa, a assessoria de Ivo negou as acusações mais graves feitas por Giullia:
“A assessoria de imprensa de Ivo Velcóz disse que ele nega ter atacado a esposa com taco de beisebol e que jamais a impediu de trabalhar. Afirma que não houve violência sexual, e que as relações eram consensuais. Disse ainda que não houve perseguição, e que sempre tentou reatar o casamento. A defesa acrescentou que o empresário nega ter praticado violência patrimonial contra a esposa”.
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