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Politica de PrivacidadeO Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é, hoje, um dos processos seletivos mais importantes do Brasil. Utilizado tanto para ingresso em instituições de ensino superior quanto para programas como o Sisu e o Prouni, ele exige preparação estratégica e domínio de uma vasta quantidade de conteúdos.
Já o Concurso Nacional Unificado (CNU), apelidado de “Enem dos concursos”, centraliza vagas em órgãos públicos federais, ampliando oportunidades e padronizando a avaliação dos candidatos. Ambos os exames compartilham um ponto em comum: demandam alto rendimento em um curto espaço de tempo.
Neste contexto de provas longas e extremamente concorridas, é comum que estudantes e concurseiros se sintam sobrecarregados e ansiosos diante da necessidade de memorizar conceitos, dados e fórmulas. A boa notícia é que existem formas eficazes de transformar esse desafio em um processo mais leve e eficiente, respeitando os ritmos do cérebro e otimizando o aprendizado.
Para otimizar os estudos e garantir que o conhecimento seja retido de forma eficaz, o neurocientista e PhD licenciado em Biologia Dr. Fabiano de Abreu Agrela desenvolveu um conjunto de técnicas baseadas no funcionamento do cérebro. Essas estratégias têm sido adotadas por estudantes, incluindo Caio Temponi, o jovem conhecido pela sua aprovação em primeiro lugar em diversos vestibulares registrados no livro dos recordes brasileiro RankBrasil.
Para o especialista, a memória não é um ato de força, mas um processo que depende de fatores como atenção, sono, nutrição e, principalmente, emoção. “A memorização eficaz está ligada à forma como apresentamos a informação ao cérebro. É preciso criar conexões, despertar o interesse e respeitar os processos biológicos para que a memória de curto prazo seja convertida em conhecimento temporário e de longo prazo”, explica Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Confira, abaixo, 10 dicas para otimizar o seu aprendizado e se dar bem em exames nacionais, conforme as técnicas desenvolvidas pelo Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
A memorização é a habilidade de absorver informação de forma aprofundada, com altos níveis de atenção. Decorar é uma reprodução automática e mecânica. Em vez de decorar uma fórmula, entenda a sua lógica e o conceito por trás dela.
Uma das formas mais eficazes de verificar se você realmente aprendeu um conteúdo é ensiná-lo a outra pessoa. Este ato força o cérebro a organizar e reter a informação para poder transmiti-la, reforçando a memorização.
Em vez de estudar por horas a fio, divida o tempo em blocos de 20 a 30 minutos com intervalos de 5 minutos entre eles. As pausas são fundamentais para que a mente assimile o conteúdo e aumente a produtividade, evitando o esgotamento.
Organize a informação de forma gráfica, usando palavras-chave, símbolos e cores. Esta “geografia mental” cria conexões visuais que facilitam a recordação, especialmente de temas complexos.
Ao aprender um novo conceito, vincule-o a uma memória de longo prazo já estabelecida. Associar uma data histórica a um evento pessoal, por exemplo, cria uma “âncora” que facilita o resgate da nova informação.

O cérebro prioriza informações com carga emocional. Crie histórias engraçadas ou inusitadas com o conteúdo, transforme fórmulas em músicas ou imagine cenários para os eventos históricos. Isso ativa a amígdala, uma estrutura cerebral crucial para a memória emocional.
É durante o sono que o hipocampo trabalha para consolidar as memórias do dia. Dormir bem, especialmente durante a noite, é fundamental para que as sinapses se fortaleçam e o que foi estudado se transforme em aprendizado duradouro.
Uma dieta equilibrada faz toda a diferença. Alimentos ricos em ômega 3 (peixes), flavonoides (chás), fisetina (morango, tomate) e vitaminas do complexo B (abacate, espinafre) ajudam a fortalecer o desenvolvimento cognitivo e a concentração.
Ler o conteúdo em voz alta estimula a memória sensorial. Em seguida, escrever um resumo com as próprias palavras força o cérebro a processar e reforçar o que foi aprendido.
O pré-requisito da memória é a atenção. Antes de começar, organize seu espaço, deixe-o limpo e iluminado. Desligue as notificações do celular e evite qualquer coisa que possa desviar o seu foco.
Para muitos, conseguir manter a concentração é a parte mais difícil na hora de estudar ou de realizar a mesma atividade por um longo período. Se você faz parte desse grupo, precisa conhecer o mindfulness, uma técnica que visa atenção plena, envolvendo variados exercícios com intuito de aumentar o foco.
A professora Antonella Carvalho de Oliveira, licenciada em Pedagogia e editora-chefe da Atena Editora, explica a técnica para melhorar a atenção:
Em primeiro lugar, você deve escolher um ambiente tranquilo e organizado para iniciar seus estudos. Se permita observar e conhecer o espaço físico, tudo que está ao seu redor, para que nada disso seja inovador ou prenda a sua atenção depois.
Outro ponto essencial é usar métodos de estudo ou trabalho, como a pomodoro. Este, em específico, consiste em definir um tempo, geralmente 25 minutos, e fazer a sua atividade ininterruptamente durante esse período. Ao fim dos primeiros 25 minutos deve-se fazer uma pausa 5 minutos, momento em que a pessoa pode responder uma conversa, ver algo diferente etc., mas cuidado para não ultrapassar os cinco minutos. Essa minutagem pode variar de acordo com o tempo de efetivo de concentração que cada pessoa consegue alcançar.
Lembre-se de não dedicar a sua rotina apenas a essa “obrigação”. Separe um tempo para meditar, fazer yoga ou qualquer outra atividade que te ajude a atingir leveza e seja prazerosa. Tudo isso faz parte! Os efeitos positivos são notáveis e vão desde controle da ansiedade a melhora da capacidade cognitiva!
Por Tayanne Silva




