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Politica de PrivacidadeConsumidos para aumentar a disposição, melhorar o rendimento nos estudos ou potencializar os treinos, os energéticos conquistaram espaço na rotina de muitas pessoas. Porém, enquanto os impactos dessas bebidas sobre o coração, a pressão arterial e o sono são amplamente discutidos, um efeito importante costuma passar despercebido: os danos à saúde bucal.
Segundo o dentista Flávio Pinheiro, o principal problema está na elevada acidez presente na maioria dos energéticos. “Muitas dessas bebidas possuem um pH bastante baixo, capaz de provocar erosão dentária, que é o desgaste gradual do esmalte dos dentes”, explica.
O esmalte é a camada mais resistente dos dentes, mas não possui capacidade de regeneração. Por isso, uma vez desgastado, o dano é permanente. A seguir, o especialista aponta alguns sinais que podem indicar que o consumo frequente de energéticos está afetando a saúde bucal.
Um dos primeiros sinais da erosão dentária costuma ser o aumento da sensibilidade. Isso acontece porque o desgaste do esmalte deixa regiões mais internas dos dentes expostas, tornando-os mais vulneráveis a estímulos externos.
“Se a pessoa sente desconforto ao tomar água gelada, café quente ou consumir doces, é importante investigar a causa. Em alguns casos, o consumo frequente de bebidas ácidas pode estar relacionado ao problema”, alerta Flávio Pinheiro.
Muitas pessoas associam mudanças na aparência dos dentes apenas ao envelhecimento ou ao consumo de café e vinho. No entanto, a erosão dentária também pode deixar os dentes com aspecto mais opaco e sem brilho.
“À medida que o esmalte sofre desgaste, a superfície dentária pode perder parte de seu brilho natural, tornando-se mais vulnerável a outros problemas bucais”, explica Flávio Pinheiro.

Além da acidez, muitos energéticos possuem grandes quantidades de açúcar. Essa combinação favorece a proliferação das bactérias responsáveis pelas cáries. Mesmo as versões sem açúcar merecem atenção. Embora reduzam o risco de cáries, elas continuam apresentando alta acidez, fator que contribui para o desgaste dentário.
“O problema não está apenas no açúcar, mas também na acidez dessas bebidas, que pode comprometer a integridade do esmalte ao longo do tempo”, explica o dentista.
Em casos mais avançados, a erosão pode alterar o formato dos dentes, deixando as bordas mais finas, irregulares ou com aspecto desgastado. De acordo com Flávio Pinheiro, esse é um quadro que tem sido observado com frequência crescente, inclusive em pacientes jovens que consomem energéticos regularmente.
Quem não abre mão da bebida pode adotar algumas medidas simples para proteger a saúde bucal:
“O consumo ocasional tende a representar um risco menor. O problema costuma surgir quando a bebida passa a fazer parte da rotina diária e os dentes são expostos repetidamente aos ácidos presentes nesses produtos”, finaliza Flávio Pinheiro.
Por Adriana Quintairos




