Metropolitana FM © 1996 – 2026 | Av. Paulista, 2200 – 14º Andar – São Paulo – SP – CEP: 01310-300
Politica de PrivacidadeSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença renal crônica (DRC) é uma causa relevante de morbimortalidade no Brasil e no mundo. A entidade estima que a condição afeta cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 850 milhões de pessoas. No entanto, muitos nem sabem que convivem com a doença, pois os sintomas são silenciosos.
Segundo a Dra. Maristela Carvalho da Costa, responsável pelo setor de Nefrologia do Hospital Santa Catarina – Paulista, a ausência de sintomas contribui para o diagnóstico tardio. “Muitos pacientes só descobrem a doença quando a função renal já está bastante comprometida. A inclusão dos exames de urina e creatinina nos check-ups de rotina, especialmente em pessoas com fatores de risco, pode mudar esse cenário”, afirma.
A Dra. Maristela Carvalho da Costa explica que alguns sinais podem indicar que algo não vai bem com os rins e merecem atenção médica. São eles:
A médica destaca, no entanto, que a ausência desses sintomas não significa rins saudáveis. A investigação apurada é essencial para a detecção precoce da doença renal crônica, que contribui não apenas para preservar a função renal e a qualidade de vida, mas também para reduzir a necessidade de tratamentos de alta complexidade, como a hemodiálise.

Além do diagnóstico precoce, hábitos saudáveis são importantes fatores de proteção para a saúde dos rins, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, hidratação adequada e controle do peso. Por outro lado, o tabagismo é um fator de risco relevante e está associado ao aumento da incidência e da progressão das doenças renais.
Embora o diabetes e a hipertensão arterial respondam pela maior parte dos casos de doença renal crônica, a Dra. Maristela Carvalho da Costa ressalta que outras doenças renais também merecem atenção, como as doenças glomerulares, que afetam principalmente adultos jovens e podem evoluir de forma rápida se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
“Por isso, pessoas com diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal, obesidade, fumantes ou pertencentes a faixas etárias mais jovens com alterações urinárias devem ter atenção redobrada à saúde dos rins, com acompanhamento médico regular e exames periódicos”, conclui a médica.
Por Nadja Cortes