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Politica de PrivacidadeÉ na infância que acontece o desenvolvimento de competências que influenciam toda a vida. Ao longo desse período, porém, algumas crianças podem enfrentar desafios, como transtornos do neurodesenvolvimento ou dificuldades motoras, que demandam estímulos específicos para ajudar no crescimento físico, cognitivo e emocional. Nesse contexto, terapias complementares como a musicoterapia surgem como alternativa.
Segundo a especialista Therezinha Jardim, chefe do setor de Musicoterapia da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), a abordagem desperta curiosidade e engajamento nas crianças, tornando o processo terapêutico mais leve e natural. “Quando a terapia foge do formato tradicional, ela se torna mais atrativa. A música convida a criança a participar, criar e se expressar sem pressão”, explica.
Abaixo, a especialista destaca alguns dos principais benefícios da musicoterapia para o desenvolvimento infantil. Confira!
A música cria um ambiente propício para a expressão verbal e não verbal. Cantar, repetir sons e interagir musicalmente ajuda crianças a desenvolverem linguagem e comunicação.
Sessões em grupo estimulam a interação com outras crianças, favorecendo habilidades sociais como escuta, cooperação e troca de experiências.
Atividades como bater palmas, tocar instrumentos e acompanhar ritmos ajudam a trabalhar a coordenação motora fina e ampla.
Por ser uma atividade prazerosa, a música reduz a resistência das crianças às sessões e torna o tratamento mais motivador.

A música permite que as crianças expressem sentimentos de forma natural, contribuindo para o equilíbrio emocional e comportamental.
A técnica pode ser uma aliada no acompanhamento de condições como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), ajudando no estímulo cognitivo e social.
A musicoterapia também pode integrar tratamentos neuropsicomotores, como nos casos de paralisia cerebral, estimulando movimentos e respostas motoras.
De acordo com Therezinha Jardim, é importante lembrar que a musicoterapia costuma fazer parte de um plano terapêutico mais amplo, envolvendo diferentes especialidades. “A música abre caminhos que outras abordagens nem sempre conseguem alcançar. Ela respeita o tempo de cada criança e ajuda no processo de desenvolvimento de forma natural”, conclui.
Por Leonardo Minardi