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Politica de PrivacidadeNo outono, aumenta a circulação de vírus respiratórios e o número de casos entre crianças. O cenário exige atenção redobrada. Isso porque quadros aparentemente leves, como um resfriado comum, podem evoluir rapidamente para condições mais graves, como bronquiolite e pneumonia, especialmente em bebês.
“O ar mais seco e a maior permanência em ambientes fechados favorecem a transmissão de vírus. Nas crianças, esse impacto tende a ser mais significativo, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e as vias respiratórias possuem características anatômicas e funcionais que favorecem o aparecimento de infecções”, explica a Dra. Patrícia Rolli, pediatra do Hospital Santa Catarina – Paulista.
Diante desse cenário, a orientação é clara: observar a evolução dos sintomas e buscar atendimento ao notar sinais de piora. A maioria dos casos pode ser cuidada em casa com atenção e hidratação, mas é preciso reconhecer os sinais de alerta, especialmente em bebês. “Vacine, higienize as mãos, amamente sempre que possível e, diante de dúvidas sobre a respiração, procure ajuda”, recomenda a médica.
A bronquiolite é uma condição típica da primeira infância (especialmente em bebês abaixo de 2 anos). Pode ser causada por vários vírus, sendo o principal agente o vírus sincicial respiratório (VSR). Na maioria dos casos, as infecções começam de forma leve, com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, como coriza, espirros e febre baixa. No entanto, em bebês e crianças pequenas, esse quadro pode evoluir rapidamente. Veja os sinais de alerta:

A pneumonia é uma das principais complicações das infecções respiratórias e pode surgir após quadros virais, comprometendo diretamente os pulmões. “Ela costuma se manifestar com febre persistente, prostração e aumento da frequência respiratória, mesmo quando a criança não está com febre”, explica a Dra. Simone Aguiar, pediatra do Hospital Santa Catarina – Paulista. Entre os sinais de alerta, estão:
Além das estratégias de prevenção contra o VSR, como a vacinação, medidas simples continuam sendo fundamentais, como higienizar as mãos com frequência, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, manter a criança bem hidratada, evitar contato com pessoas doentes, manter ambientes ventilados e não expor crianças à fumaça de cigarro.
Quanto ao que não se deve fazer, um dos erros mais comuns é medicar a criança sem avaliação médica. Bronquiolite e resfriados são doenças virais. Para estes casos, os antibióticos não funcionam e ainda podem causar resistência bacteriana. Outra conduta comum, e inadequada, é o uso de corticoides ou “bombinhas” sem indicação, os quais não têm benefício comprovado e podem gerar efeitos colaterais.
Por Nadja Cortes