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Politica de PrivacidadeCom a aproximação do verão, as temperaturas mais elevadas exigem atenção redobrada à saúde. A exposição prolongada ao calor pode favorecer a desidratação, provocar queda de pressão e, em situações mais graves, levar à exaustão térmica e à insolação. Por isso, reconhecer os sinais do organismo e adotar medidas preventivas é fundamental para evitar complicações.
Segundo o médico emergencista Yuri Castro Santos, sintomas como tontura, fraqueza, dor de cabeça e náuseas não devem ser ignorados, especialmente quando surgem após a exposição prolongada ao sol ou a realização de esforço físico em ambientes quentes.
“O calor intenso pode sobrecarregar os mecanismos de regulação da temperatura corporal. Quando o organismo perde líquidos em excesso ou não consegue dissipar o calor adequadamente, podem surgir sintomas que exigem atenção. O importante é reconhecer esses sinais precocemente e agir para evitar o agravamento do quadro”, explica.
A seguir, o médico destaca cuidados importantes para enfrentar os dias mais quentes com segurança. Confira!
A transpiração aumenta a perda de líquidos, o que pode favorecer a desidratação. Por isso, é importante beber água regularmente, sem esperar sentir sede intensa. Pessoas que trabalham ao ar livre ou praticam atividades físicas podem precisar de atenção especial à reposição de líquidos.
Boca seca, sede excessiva, tontura, fraqueza e redução da quantidade de urina estão entre os sinais que podem indicar desidratação.
Exercícios intensos sob temperaturas elevadas aumentam a produção de calor pelo organismo e a perda de líquidos pelo suor. Sempre que possível, prefira os horários mais frescos, reduza a intensidade do esforço e faça pausas em locais ventilados ou com sombra.
“É importante respeitar os limites do corpo. Se aparecerem tontura, náuseas, fraqueza incomum ou dor de cabeça durante a atividade física, a pessoa deve interromper o esforço e procurar um ambiente mais fresco”, orienta Yuri Castro Santos.
Roupas leves, de preferência que facilitem a ventilação, ajudam no conforto térmico. Permanecer à sombra, utilizar ambientes ventilados e reduzir a exposição direta ao sol também são medidas importantes.
Nos dias de calor intenso, vale evitar permanecer por períodos prolongados em locais abafados, principalmente quando não há circulação adequada de ar.

Crianças pequenas dependem dos adultos para manter uma hidratação adequada. Os idosos, por sua vez, podem apresentar menor percepção da sede, além de ter condições de saúde ou fazer uso de medicamentos que aumentam sua vulnerabilidade aos efeitos do calor. Nesse contexto, é importante oferecer líquidos regularmente, observar mudanças no comportamento e evitar exposição prolongada às altas temperaturas.
Tontura, suor excessivo, fraqueza e náuseas podem aparecer durante a exposição ao calor. Entretanto, confusão mental, convulsões, desmaio ou alteração do nível de consciência são sinais de alerta que exigem atendimento imediato.
A insolação, também chamada de golpe de calor, é uma condição grave em que o organismo perde a capacidade de controlar adequadamente a própria temperatura. A pele pode estar quente, com ou sem suor, e não é necessário apresentar todos os sintomas para que exista uma emergência.
Mesmo quando o veículo está estacionado à sombra ou com as janelas parcialmente abertas, a temperatura interna pode subir rapidamente. Essa situação representa um risco grave, sobretudo para crianças pequenas, idosos e animais. A recomendação é nunca deixar crianças ou animais sozinhos dentro do veículo, nem mesmo por poucos minutos.
Se uma pessoa apresentar confusão mental, convulsões, desmaio ou outros sinais de comprometimento grave após a exposição ao calor, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.
Enquanto o socorro não chega, leve a pessoa para um local fresco, retire o excesso de roupas e inicie o resfriamento com água fresca e ventilação. Não ofereça líquidos pela boca se ela estiver confusa, sonolenta ou com a consciência comprometida.
“Em uma suspeita de golpe de calor, não se deve esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente. O resfriamento deve começar enquanto o atendimento de emergência é acionado, porque o atraso pode aumentar o risco de complicações”, alerta o médico.
Adotar medidas preventivas e reconhecer os sinais de alerta ajudam a reduzir os riscos associados às altas temperaturas. Em dias muito quentes, a atenção à hidratação, ao ambiente e aos limites do organismo é essencial para proteger a saúde.
Por Adriana Quintairos




