Metropolitana FM © 1996 – 2026 | Av. Paulista, 2200 – 14º Andar – São Paulo – SP – CEP: 01310-300
Politica de PrivacidadeNa feira, frutas, verduras e legumes costumam chamar atenção pela variedade, pelas cores e pelo aspecto fresco. Mas, entre tantas opções, é fácil se deixar levar pela aparência ou pelo preço e acabar comprando alimentos que amadurecem rápido demais, estragam antes do consumo ou não são ideais para o que se pretende preparar.
De acordo com Tassara Moreira, nutricionista com especialização em nutrição funcional e professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Unime Lauro de Freitas, o problema é que nem sempre é fácil saber o que observar em cada alimento. “Cor, textura, aroma, firmeza e aparência da casca podem indicar o estágio de maturação e ajudar na escolha”, afirma.
Além disso, a especialista destaca que “uma boa compra não é necessariamente aquela que leva a maior quantidade de produtos para casa. É aquela em que o consumidor consegue escolher alimentos adequados ao seu consumo, armazená-los corretamente e aproveitá-los integralmente.”
Abaixo, a nutricionista destaca erros comuns na hora de fazer as compras e dá dicas de como evitá-los. Confira!
Uma fruta ou hortaliça bonita nem sempre é aquela que está no melhor ponto para consumo. Pequenas diferenças de formato ou tamanho não significam necessariamente baixa qualidade. A aparência deve ser analisada com textura, firmeza, aroma e presença de sinais de deterioração. Alimentos que apresentem mofo, partes excessivamente moles, vazamentos ou cortes que comprometam a qualidade devem ser deixados de lado na hora da escolha.
Encontrar uma fruta madura e pronta para comer pode parecer vantajoso, mas a escolha pode resultar em desperdício quando a quantidade comprada é maior do que aquela que será consumida nos próximos dias.
“Alimentos maduros têm uma janela menor de consumo. Se a pessoa compra uma quantidade grande sem considerar a rotina da família, pode acabar perdendo parte da compra”, alerta a especialista. Uma estratégia é combinar alimentos em diferentes estágios de maturação, especialmente quando a compra é feita para vários dias. O cuidado para quem mora sozinho, nesse sentido, precisa ser redobrado.
Outro erro comum é montar a lista de compras sem observar quais alimentos estão na safra. Frutas, verduras e legumes da estação tendem a ter maior oferta e podem apresentar preços mais atrativos. Além disso, comprar de acordo com a época ajuda a variar o cardápio e garante maior teor de nutrientes e compostos antioxidantes, importantes para a saúde.

Promoções e preços atrativos podem estimular compras em excesso. Porém, alimentos frescos têm vida útil limitada. Antes de comprar, vale considerar quantas pessoas vão consumir os produtos, quantas refeições serão preparadas e como os alimentos serão higienizados e armazenados. “Preço baixo não significa economia se parte do alimento for parar no lixo”, afirma a nutricionista.
O feirante pode ser uma importante fonte de informação sobre os alimentos disponíveis. “Quem trabalha diariamente com os alimentos conhece características que nem sempre são percebidas pelo consumidor”, explica Tassara Moreira. Perguntar quais produtos estão mais frescos, quais estão na safra, quais devem ser consumidos primeiro e como determinado alimento deve ser armazenado pode ajudar o consumidor a fazer escolhas melhores e aumentar o tempo de conservação do produto.
Além de evitar esses erros, uma estratégia simples é fazer uma lista antes de sair de casa e pensar nas refeições que serão preparadas durante a semana. Dessa forma, é possível comprar quantidades mais adequadas e evitar escolhas por impulso. Também vale variar os alimentos e dar preferência àqueles que estejam na safra, observando sempre as condições de armazenamento disponíveis em casa. Afinal, manter bons hábitos alimentares ajuda em uma rotina mais saudável.
Por Camila Crepaldi