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Politica de PrivacidadeO dente do siso, também conhecido como terceiro molar, é o último a nascer, surgindo entre os 17 e 25 anos. Ele é um resquício de uma época em que a alimentação humana se baseava em alimentos duros. No entanto, causa problemas ao emergir em 65% da população mundial de até 20 anos, de acordo com a pesquisa “Extracted wisdom teeth: Preserve or discard?“, publicada na National Library of Medicine (NLM).
“O siso nasce depois dos outros dentes porque ele é o último da sequência de erupção dentária. Seu desenvolvimento é tardio porque ele ocupa a posição mais posterior da arcada”, explica Camile Pacheco, profissional da área de odontologia do AmorSaúde. De acordo com a dentista, a remoção não é recomendada em todos os casos. Porém, há situações em que ela é necessária.
Na época pré-histórica, quando os humanos comiam carne crua e outros alimentos rígidos, o dente do siso era útil para mastigar refeições de consistência dura. Localizado no final do maxilar, o siso triturava a comida antes da ingestão. No entanto, hoje ele pode ter perdido sua utilidade. “Ao longo da evolução humana, houve uma redução do tamanho dos maxilares devido a mudanças na alimentação, que se tornou mais macia e processada”, afirma Camile Pacheco.
A dentista explica que, devido à diminuição do maxilar, nem sempre há espaço para o nascimento dos dentes do siso. Além disso, algumas pessoas apresentam agenesia, condição em que o terceiro molar não se forma.
Nos casos em que há a diminuição do maxilar sem o desaparecimento do siso, a pessoa pode enfrentar problemas como a inclusão dentária (quando o dente não consegue nascer) e o desalinhamento dos demais dentes, causado pela pressão exercida pelo siso.

De acordo com Camile Pacheco, a extração dos dentes do siso nem sempre é necessária. “Existem casos em que o terceiro molar pode permanecer na boca sem causar problemas”. A dentista diz que, quando uma pessoa tem o maxilar grande o bastante para o dente nascer, é possível mantê-lo.
No entanto, “o siso pode causar prejuízos quando não há espaço suficiente para sua erupção adequada ou quando ele permanece parcialmente erupcionado ou incluso”, afirma. Conforme a especialista, os principais sinais de que o terceiro molar está causando complicações são:
“Os riscos de não se remover o siso nesses casos incluem a evolução da infecção local e a disseminação dessa infecção para outros espaços faciais”, alerta Camile Pacheco. Segundo a profissional, o exame com dentista é necessário para identificar se o nascimento do siso realmente é o problema. Porém, caso haja confirmação de que o dente está com dificuldades para nascer, a extração é o procedimento mais adequado.
Por Fellipe Gualberto




