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Politica de PrivacidadeApesar dos avanços da medicina e do maior acesso à informação, transtornos como depressão e ansiedade continuam afetando milhões de brasileiros em todas as idades e contextos. Embora o tratamento medicamentoso seja, em muitos casos, essencial, há outros caminhos que podem complementar e até potencializar os efeitos dos remédios, trazendo alívio emocional e mais qualidade de vida.
Para a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera de Taboão da Serra, Elisângela Ribeiro, é fundamental enxergar o cuidado com a saúde mental de forma ampla. “A medicação pode ser uma aliada importante, mas não deve ser a única via. O acompanhamento psicológico, a construção de vínculos saudáveis, a atividade física, a alimentação equilibrada e a conexão com propósitos pessoais também são peças-chave no processo de recuperação”, explica.
Ainda há quem busque ajuda psicológica apenas em momentos críticos, o que, segundo a especialista, revela a falta de cultura preventiva na saúde mental. “Psicoterapia não é só para quem está em crise. A prática ajuda a entender padrões de pensamento, desenvolver estratégias de enfrentamento e fortalecer a autoestima, o que pode prevenir recaídas e melhorar o bem-estar geral”, afirma.

Segundo Elisângela Ribeiro, algumas estratégias podem complementar o tratamento medicamentoso contra a depressão e a ansiedade, potencializando os resultados:
“Essas práticas não substituem o tratamento profissional, mas podem ser grandes aliadas no processo”, ressalta a psicóloga.
Outro fator que muitas vezes passa despercebido é a importância do vínculo afetivo e do sentimento de pertencimento. Relacionamentos saudáveis, a participação em atividades coletivas, o voluntariado ou mesmo um hobby com valor emocional ajudam a reduzir a sensação de isolamento e aumentar a motivação. “Ter uma rede de apoio pode ser tão importante quanto qualquer tratamento, principalmente nos momentos de maior vulnerabilidade emocional”, pontua a professora.
Elisângela Ribeiro reforça que a busca por ajuda profissional deve acontecer sempre que a tristeza, o medo, o cansaço ou a irritabilidade começarem a prejudicar a rotina, o trabalho, o sono ou as relações pessoais. “O primeiro passo é o mais difícil, mas também o mais importante. E lembrar que há diferentes caminhos de cuidado pode tornar esse processo mais leve e acessível”, finaliza.
Por Priscila Dezidério