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Politica de PrivacidadeDor que imobiliza, cansaço inexplicável e desconforto durante o período menstrual são sinais que podem esconder um problema mais sério: a endometriose, que afeta cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é de que uma em cada dez mulheres conviva com a doença.
O grande desafio, entretanto, não é apenas o tratamento, mas a percepção dos sintomas. Por serem frequentemente confundidos com mal-estares rotineiros do ciclo menstrual, muitas pacientes demoram entre sete e 10 anos para receberem o diagnóstico correto, período em que a doença pode evoluir e comprometer órgãos vitais.
Para ajudar no diagnóstico da endometriose, é preciso atenção aos sinais do corpo. O Dr. Luiz Pina, ginecologista especialista em reprodução humana e endometriose da clínica Baby Center (SP), destaca os 6 principais indicadores da doença que costumam ser normalizados pelas pacientes:

Segundo o Dr. Luiz Pina, a naturalização da dor, do cansaço e do fluxo intenso são obstáculos para as pacientes terem a iniciativa de investigar a doença. “Ainda vivemos em uma cultura que ensina a mulher a suportar desconfortos como se fosse algo comum na vida. Isso é um erro. Se a cólica e o fluxo impedem a rotina ou se há dor profunda no contato íntimo, precisamos investigar. O diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para preservar o bem-estar e a reserva ovariana da paciente, já que a doença impacta diretamente o sonho da maternidade”, afirma.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), até 50% das mulheres com a condição apresentam dificuldades de fertilidade. No entanto, Dr. Luiz Pina ressalta que o tratamento moderno é multidisciplinar e eficaz.
“Dependendo do estágio, as abordagens variam desde mudanças no estilo de vida, como dieta anti-inflamatória, até cirurgias minimamente invasivas para a retirada dos focos, devolvendo a funcionalidade aos órgãos afetados”, reforça o médico, enfatizando que ao notar que o ciclo menstrual traz mais limitações do que o habitual, a recomendação é clara: procurar um especialista e não aceitar a dor como rotina.
Por Bruna Nascimento