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Politica de PrivacidadeRenovar a casa não precisa significar enfrentar uma obra, trocar os revestimentos ou investir em móveis novos. Na primavera, em especial, pequenas mudanças na iluminação, nas cores, na organização e na presença de elementos naturais podem modificar a percepção dos ambientes e deixá-los mais leves, acolhedores e funcionais.
Para Gabriella Moreira, engenheira e fundadora da GPM Engenharia, a mudança de estação pode servir como um convite para repensar a casa a partir de soluções simples, priorizando o aproveitamento do que já existe. “Antes de pensar em comprar alguma coisa, vale observar como o ambiente funciona no dia a dia. Às vezes, mudar um móvel de lugar, liberar uma janela ou reorganizar os objetos já faz diferença na maneira como percebemos e utilizamos aquele espaço”, explica.
A seguir, a engenheira reúne algumas mudanças para renovar os ambientes sem reforma. Confira!
A entrada de luz natural é um dos primeiros pontos a observar ao repensar um cômodo. Cortinas muito pesadas, móveis posicionados diante das janelas e objetos que bloqueiam a passagem da claridade podem deixar os ambientes visualmente mais fechados. Sempre que possível, vale abrir as cortinas durante o dia, afastar obstáculos das janelas e utilizar superfícies claras para distribuir a luz.
“Espelhos posicionados estrategicamente também podem ampliar a sensação de luminosidade, desde que não provoquem reflexos incômodos ou ofuscamento. A iluminação interfere diretamente na leitura do espaço. Então, antes de investir em novas luminárias, é interessante entender como a luz entra na casa e o que pode estar impedindo seu melhor aproveitamento”, orienta Gabriella Moreira.
A biofilia, conceito relacionado à conexão humana com a natureza, pode ser incorporada sem grandes intervenções. Plantas em vasos, pequenos arranjos, fibras naturais e objetos de madeira são alternativas para aproximar os espaços dos elementos naturais. A escolha das espécies, no entanto, deve considerar a incidência de luz, a ventilação e a disponibilidade de tempo para os cuidados.
“Em apartamentos pequenos, não é necessário criar um jardim inteiro: uma planta próxima à janela, um vaso na varanda ou uma composição de folhagens em uma prateleira já pode acrescentar textura e vida ao espaço. O importante é escolher elementos que façam sentido para as condições da casa. Uma planta adequada ao ambiente tende a ser uma solução mais prática do que escolher uma espécie apenas pela aparência”, destaca a engenheira.
Trocar as capas das almofadas, incluir uma manta no sofá, renovar a roupa de cama ou acrescentar um tapete são formas simples de atualizar a paleta de cores de um espaço. Na primavera, tons de verde, areia, terracota e outras cores inspiradas na natureza podem trazer frescor sem exigir mudanças permanentes.
“Uma boa estratégia é manter uma base neutra nos elementos maiores e introduzir pontos de cor em acessórios que possam ser substituídos ao longo do ano. Assim, a renovação fica mais flexível e evita gastos desnecessários. Quando a base do ambiente é equilibrada, detalhes conseguem mudar bastante o resultado. O segredo é pensar nas cores como um conjunto, e não escolher cada objeto isoladamente”, afirma Gabriella Moreira.

Nem sempre um ambiente parece apertado porque falta espaço. Em alguns casos, a disposição dos móveis dificulta a circulação, bloqueia a entrada de luz ou concentra muitos elementos em uma mesma área. Reavaliar o layout pode ajudar a aproveitar melhor a metragem disponível, sem precisar comprar novos móveis.
“A recomendação é observar os caminhos mais utilizados, evitar bloquear portas e janelas e manter livres as áreas de passagem. Também vale retirar objetos sem função definida e redistribuir peças entre os cômodos, desde que sejam adequadas ao uso de cada espaço. Uma boa organização precisa considerar tanto a estética quanto a funcionalidade. O ambiente deve facilitar os movimentos e as atividades dos moradores, em vez de criar obstáculos na rotina”, explica.
Madeira, algodão, linho, palha e fibras naturais podem acrescentar textura e aconchego sem exigir alterações estruturais. A mudança pode aparecer em uma manta, em cestos organizadores, em capas de almofadas ou em pequenos acessórios decorativos. Além de atualizar o visual, essas escolhas ajudam a criar camadas e dar mais personalidade aos espaços.
“O ideal é combinar materiais de maneira equilibrada e considerar a facilidade de limpeza e manutenção, especialmente em casas com crianças, animais ou circulação intensa. Renovar não significa substituir tudo o que já temos. Aproveitar peças existentes, recuperar objetos e introduzir novos elementos aos poucos permite transformar o ambiente com mais planejamento e menos desperdício”, conclui Gabriella Moreira.
Por Maria Carolina Rossi




