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Politica de PrivacidadeCom a aproximação da reta final do ano, pequenos empreendedores começam a revisar projeções, organizar despesas e se preparar para um período marcado por mudanças no ritmo das vendas, pagamentos de tributos, férias e compromissos de fim de ano. Nesse contexto, prever com maior precisão o dinheiro que deve entrar e sair da empresa se torna ainda mais importante — e também evidencia um dos principais desafios enfrentados por esse público.
Pesquisa realizada pela Cora mostra que a cada quatro pequenos empreendedores, um enfrenta dificuldades para prever o fluxo de caixa por causa de eventos externos, como crises econômicas, mudanças no comportamento do consumidor e eventos climáticos.
“A reta final do ano costuma exigir ainda mais atenção ao planejamento financeiro, porque reúne variações nas vendas e despesas adicionais. É um momento importante para que os empreendedores revisem suas projeções e acompanhem o caixa de forma mais próxima”, afirma Igor Senra, CEO e cofundador da Cora.
O levantamento mostra ainda que 37% dos pequenos empreendedores apontam a incerteza sobre as vendas futuras como o principal fator que dificulta prever o dinheiro que entra e sai. Em períodos de maior movimentação e mudanças no comportamento de consumo, acompanhar as vendas e atualizar as projeções com frequência é essencial para reduzir riscos e preservar a saúde financeira da empresa.
“O principal desafio para muitos empreendedores não é apenas controlar os gastos, mas antecipar as receitas. Quando há dúvidas sobre o comportamento das vendas, todo o planejamento financeiro do negócio se torna mais complexo”, afirma Igor Senra. “Quanto antes o empreendedor acompanhar esses sinais e revisar seus cenários, maior tende a ser sua capacidade de tomar decisões com menos pressão e mais previsibilidade”, completa.
Embora acompanhar o fluxo de caixa seja uma das principais ferramentas para enfrentar períodos de maior incerteza, apenas 56% dos pequenos empreendedores afirmam fazer esse acompanhamento com frequência, segundo a pesquisa da Cora. Diante desse cenário, Igor Senra lista algumas recomendações para ajudar os pequenos negócios a organizar as finanças e chegar mais preparados aos últimos meses do ano.
Em vez de construir uma única projeção para os próximos meses, vale elaborar cenários alternativos — por exemplo, um mais otimista, um intermediário e outro mais conservador. Assim, caso o comportamento das vendas mude ao longo dos últimos meses do ano, o empreendedor consegue reagir mais rapidamente e tomar decisões com maior segurança.
Datas comerciais, férias e mudanças sazonais no comportamento do consumidor podem alterar o ritmo das vendas na reta final do ano. Em vez de elaborar uma previsão única para todo o semestre, vale revisar estimativas periodicamente, incorporando novos dados e ajustando compras, estoques e despesas conforme o desempenho real do negócio.

Antes de um período que pode reunir despesas adicionais e oscilações nas vendas, manter uma reserva de caixa ou preservar capital de giro pode ser mais importante do que acelerar investimentos ou ampliar despesas fixas. Avaliar o impacto financeiro de cada decisão ajuda a reduzir a necessidade de recorrer a crédito de emergência caso o cenário mude.
O levantamento revela que, diante de dificuldades financeiras, muitos empreendedores acabam recorrendo a soluções imediatas: 37% cortam custos, 34% fazem promoções para gerar caixa rapidamente, 25% utilizam dinheiro pessoal ou recorrem a familiares e sócios e 24% recorrem ao cheque especial ou ao limite de crédito. Essas medidas podem ser necessárias em situações específicas, mas o ideal é que sejam exceções, não parte da rotina.
“Quanto mais cedo o empreendedor consegue identificar uma possível pressão sobre o caixa, maior é a chance de tomar decisões planejadas, negociar prazos, ajustar despesas ou rever investimentos antes que seja necessário recorrer a soluções emergenciais”, analisa Igor Senra.
Por Gabriela Cardoso