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Politica de PrivacidadeA ascensão dos vídeos verticais e da lógica do “acontecendo agora” está redesenhando o mercado de conteúdo digital, abrindo espaço para uma nova geração de profissionais: os storymakers. Mais do que captar imagens, eles roteirizam, editam e publicam narrativas em tempo real, com foco em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Em um cenário em que experiência, agilidade e conexão são ativos estratégicos para marcas, esse formato deixa de ser tendência e passa a ser modelo de negócio.
Dados da CX Trends 2025 mostram que 78% dos consumidores preferem marcas que entregam boas experiências, enquanto 59% estão dispostas a pagar mais para ter um atendimento melhor e diferenciado. Nesse contexto, o conteúdo imediato e autêntico passa a ganhar valor.
Para Bruno Ruiz, sócio e cofundador do Grupo b+ca, um ecossistema criativo focado em Culture-Led Growth, que integra a agência de marketing, produtora audiovisual e plataforma de educação, o storymaker surge como resposta direta a esse novo comportamento. “Não é só sobre filmar rápido. É sobre entender cultura, timing e narrativa. Quem domina isso consegue transformar presença em valor e receita”, afirma.
A seguir, Bruno Ruiz compartilha caminhos para storymakers monetizarem o trabalho. Confira!
Casamentos, festivais, ativações de marca e eventos corporativos são hoje um dos principais mercados para storymakers. A entrega rápida, muitas vezes em menos de 12 horas, é o diferencial competitivo. Casos como o de profissionais que faturam até R$ 1.500 por evento mostram que a demanda cresce impulsionada pela necessidade de conteúdo instantâneo. Em um país com mais de 400 festivais mapeados recentemente, o volume de oportunidades é proporcional à expansão do setor.
Mais do que trabalhos pontuais, marcas buscam presença constante. Storymakers podem estruturar contratos mensais para cobrir bastidores, rotinas e ativações, funcionando como uma extensão ágil do time de conteúdo. As marcas que entendem a comunidade precisam de frequência e proximidade. O storymaker entra como peça-chave para manter essa conversa viva no dia a dia.
Com a profissionalização da creator economy, influenciadores passaram a demandar suporte para produção em escala. O storymaker atua como braço criativo e operacional, garantindo volume e consistência. Além disso, a lógica de narrativa, e não apenas estética, diferencia quem apenas grava de quem constrói histórias que engajam.

A experiência acumulada no campo pode ser transformada em cursos, mentorias e workshops. Com a profissão ainda em consolidação, há espaço para quem ensina processos, técnicas e posicionamento. Quem aprende rápido e documenta esse aprendizado cria uma nova fonte de receita. O conhecimento vira produto.
O material captado em tempo real pode ganhar novas camadas de monetização, desde a venda de direitos de uso até a adaptação para campanhas futuras. Em grandes projetos culturais, por exemplo, o conteúdo gerado durante o evento alimenta estratégias por semanas, meses e até mesmo anos.
Histórias como a de profissionais que migraram do CLT para o universo dos stories, multiplicando sua renda e conquistando autonomia, mostram que o movimento é estrutural, não passageiro.
Para Bruno Ruiz, o ponto central é entender que o storymaker não é apenas um executor técnico, mas um tradutor cultural. “Ele transforma o que está acontecendo em algo que as pessoas querem acompanhar. E, no fim, atenção é um dos ativos mais valiosos que existem hoje”, conclui.
Em um mundo onde tudo acontece em tempo real, saber contar essas histórias enquanto elas ainda estão acontecendo deixou de ser apenas uma habilidade, se tornando um negócio rentável.
Por Rafael Nunes




