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Na manhã desta quarta-feira (26), uma gigantesca avalanche de gelo, neve e rochas despencou sobre o rio Lhende, interrompeu o fluxo das águas e provocou uma inundação devastadora, que varreu vilas inteiras na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete.
A tragédia deixou 160 mortos em áreas turísticas da região. No Nepal, 484 pessoas estão desaparecidas, sendo 391 estrangeiros e 93 nepaleses. No Tibete, outras 265 pessoas seguem desaparecidas.
O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) havia informado inicialmente o registro de um terremoto de magnitude 4,4 pouco antes da inundação, apontado como uma das possíveis causas da avalanche. Posteriormente, o órgão corrigiu a informação e esclareceu que não houve terremoto antes do deslizamento.

Segundo novas análises das ondas sísmicas, a energia detectada pelos sistemas foi, na verdade, provocada pelo próprio deslizamento de terra. Ou seja, o tremor inicialmente identificado como terremoto não aconteceu.
Moradores relataram que não receberam nenhum alerta sobre o risco de inundação. Segundo o Exército do Nepal, 88 pessoas foram resgatadas até o momento, mas centenas ainda estão desaparecidas.

As equipes de emergência mobilizaram 14 helicópteros para chegar às áreas afetadas. No entanto, o nível elevado da água impede pousos em Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa.
A Cruz Vermelha destinou US$ 1,2 milhão para as ações emergenciais. O valor será usado no atendimento às vítimas e na avaliação dos danos provocados pela inundação.




