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Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela e desencadearam pelo menos 20 tremores secundários nas horas seguintes, de acordo com o governo venezuelano. Os abalos provocaram o desabamento de casas e prédios na capital, Caracas, e em outras cidades do país.
O balanço mais recente, divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira (25), indica que os terremotos já deixaram 188 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda sob os escombros.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os dois principais tremores tiveram epicentros separados por apenas cinco quilômetros. Os sismos são considerados os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século.
O terremoto de maior magnitude teve epicentro na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, e ocorreu a uma profundidade de 13 quilômetros, conforme informou o USGS.
Os tremores também foram sentidos em diferentes cidades da Região Norte do Brasil. Moradores relataram abalos em Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, além de outros municípios dos respectivos estados. Em alguns locais, prédios chegaram a ser evacuados por precaução.
A última vez que Caracas enfrentou um terremoto de grandes proporções foi em 29 de julho de 1967. Na ocasião, o sismo de magnitude 6,6 deixou entre 225 e 300 mortos, segundo estimativas da época, além de mais de 1.500 feridos.
Diante da gravidade da situação, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência em todo o país. Em pronunciamento na televisão estatal, ela informou que equipes de resgate, forças de segurança e agentes da Defesa Civil foram mobilizados para prestar atendimento nas regiões mais afetadas pelos terremotos.
A presidente também determinou a suspensão das aulas e de todos os serviços não essenciais para concentrar os esforços das autoridades nas operações de busca e salvamento das vítimas presas sob os escombros. Como medida preventiva, o fornecimento de gás e energia elétrica foi interrompido em áreas atingidas para reduzir o risco de novos acidentes.




