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A Cidade do Rock viveu nesta sexta-feira (11) uma noite inédita em sua história: a tão aguardada estreia do K-pop no Rock in Rio. E o gênero chegou em grande estilo, com Stray Kids comandando uma apresentação grandiosa no Palco Mundo, diante de milhares de fãs que cantaram, dançaram e acompanharam cada movimento do grupo sul-coreano.

Com looks marcantes, acessórios e produções cheias de personalidade, o público do K-pop também levou para a Cidade do Rock a estética e a identidade que fazem parte da cultura do gênero. O headliner da noite encerrou uma programação que contou com uma performance histórica de Alok, além de HWASA e NEXZ, em uma sequência que combinou música, tecnologia e audiovisual, transformando o Palco Mundo em um espetáculo de grandes proporções.
O dia também foi marcado pelo maior lightstick ocean da América Latina — efeito visual criado quando milhares de fãs acendem seus bastões de luz iluminados (lightsticks) juntos durante um show. A noite desta sexta-feira (11) reuniu famílias inteiras, com pais e filhos vivendo juntos a experiência da Cidade do Rock e aproveitando atrações pensadas para diferentes idades.
A paixão pelo K-pop tomou conta dos espaços de circulação da Cidade do Rock. Desde cedo, os fãs se reuniram para compartilhar a expectativa pelos shows e transformaram o festival em um grande ponto de encontro da cultura K-pop.
O visual do público foi composto por muitos SKZOO, mascotes de pelúcia, e freebies, que são mimos produzidos manualmente para serem distribuídos nos shows, promovendo interação e criando conexão entre os fãs. Mais do que assistir aos shows, o público viveu uma experiência coletiva, em um grande encontro de pessoas apaixonadas pelos artistas e pela cultura que acompanha o gênero.
NEXZ abriu a programação do Palco Mundo e colocou em cena uma nova geração do K-pop, com uma apresentação marcada por coreografias precisas, forte presença de palco e um português afiado.
“Rock in Rio, e aí, estão prontos para curtir?”, perguntaram os integrantes do grupo. O repertório reuniu sucessos como “Beat-Boxer”, que soma mais de cinco milhões de streams no Spotify, e a recém-lançada “SAUCIN’”.
Na sequência, HWASA mostrou por que é uma das grandes estrelas do gênero. A artista, que ganhou projeção mundial com o grupo MAMAMOO e consolidou carreira solo com faixas como “Maria” e “Chili”, levou ao festival uma performance que combinou potência vocal, dança, muita atitude e interação com a plateia.
Para a alegria do público, HWASA desceu do palco e se aproximou de quem estava na grade, proporcionando momentos que ficarão marcados na memória dos fãs e do festival.
O terceiro artista a se apresentar nesta sexta-feira foi Alok. O maior DJ do Brasil e um dos mais celebrados no exterior tinha o desafio de manter a energia lá no alto — e entregou um setlist repleto de sucessos com o projeto “Keep Art Human”.
A abertura foi triunfal: os LEDs do Palco Mundo ganharam novas dimensões a partir de projeções em 3D, criando a ilusão de um teto que se abriu para revelar, no céu da Cidade do Rock, um espetáculo de drones.
Juntos, os objetos iluminados formaram diversas figuras, como um rosto, uma nave espacial e até um buraco negro, em uma combinação com pirotecnia e lasers que ampliou ainda mais o impacto visual da apresentação.
Além disso, um painel humano formado por 45 bailarinos, em uma coreografia precisa e sincronizada, tomou o Palco Mundo e deixou o público completamente hipnotizado. O artista recebeu a participação especial de Zeeba para interpretar sucessos como “Hear Me Now” e “Never Let Me Go”.
A chegada do K-pop ao Rock in Rio realmente abre um novo capítulo na história do festival. Se o dia já estava incrível com os artistas do gênero que passaram pelo Palco Mundo, a chegada do Stray Kids pode ser considerada um encerramento apoteótico.
Os sul-coreanos fizeram uma apresentação com mais de duas horas, com muita sincronia com os fãs, que corresponderam a todos os comandos da banda, cantando, dançando e gritando, traduzindo a euforia vivida no que podemos chamar de “Stay City”.
Teve coreografia, conversas dos astros traduzidas para o português e todos os 2.400 m² de LED muito bem utilizados durante a apresentação. O repertório repleto de hits da banda trouxe canções como “Chk Chk Boom” e “LALALALA”, além de “Ai Se Eu Te Pego”, que ficou conhecida na voz de Michel Teló.
Se de um lado os K-Poppers dominavam o terreno, do outro, no Palco Sunset, Jamiroquai encerrou a noite colocando pais e filhos na Cidade do Rock para dançar ao som de uma trajetória que ajudou a popularizar o acid jazz em escala mundial.
Liderada por Jay Kay, a banda revisitou clássicos de seu repertório e levou ao festival a mistura de funk, soul, jazz e pop que se tornou sua assinatura. O maior sucesso da banda, “Virtual Insanity”, não ficou de fora do repertório, que contou ainda com faixas como “Don’t Give Hate a Chance”.
PJ Morton fez sua estreia no Rock in Rio, tocando no Palco Sunset uma mistura de R&B e soul que marca sua trajetória como tecladista, cantor e produtor vencedor de seis prêmios Grammy.
Ao teclado e com uma performance vocal marcante, o músico conduziu um show com muita interação com o público, sendo um dos pontos altos da apresentação, com a plateia acompanhando e cantando junto em vários momentos.
Antes, o trio Os Garotin subiu ao Palco Sunset apresentando a mistura de R&B, soul, MPB e pop. Um dos destaques da apresentação veio com a chegada de Duquesa, rapper baiana, que fez uma participação especial que uniu a suavidade envolvente do trio carioca à força e ao flow característicos da cantora.
A abertura ficou por conta de Jota.pê, que recebeu Luedji Luna e Zaynara em uma apresentação que celebrou a diversidade da nova música autoral brasileira.
Em um dia com Alok no Palco Mundo, a programação eletrônica continuou no New Dance Order, que encerrou a noite com o encontro entre Neelix e Vegas em um B2B de alta energia.
Antes deles, OMIKI apresentou sua sonoridade contemporânea, enquanto Ski Aggu e DEPARTAMENTO deram sequência à pista. ANNA abriu a programação com um set que preparou o público para mais uma madrugada de música eletrônica.
O Espaço Favela iniciou o primeiro dia do segundo final de semana em clima de conexão direta com a plateia, que lotou o espaço desde a primeira apresentação.
Caio Luccas, natural de Belford Roxo, fez questão de exaltar a Baixada Fluminense, relembrando sua trajetória, desde quando gravava freestyles escondido na escola até alcançar o palco do maior festival de música e entretenimento do mundo.
Conhecido pelo estilo de trap romântico e R&B melódico, Caio cantou o tempo todo muito próximo da grade. Ele arrastou uma multidão logo no primeiro horário da Cidade do Rock, fazendo a plateia cantar cada verso em coro.
Na sequência, Puterrier promoveu uma das misturas de tribos mais inusitadas do festival. Como a data foi dedicada ao K-pop, o funkeiro carioca — que virou um queridinho inesperado dessa fã-base na internet — entregou um espetáculo eletrizante.
O show também contou com uma troca de figurino de Puterrier, que vestiu terno para uma homenagem aos seus avós. Ambos subiram ao palco e se emocionaram durante a execução da faixa romântica “Delírios de Amores”. O artista ainda presenteou os fãs presentes ao distribuir flores para quem estava na grade.
A cantora MC Carol também participou da apresentação, subindo ao palco na metade do show e levando a plateia à loucura ao cantar clássicos como “Vou Investir em Você”, “Meu Namorado é Otário” e “Minha Vó Tá Maluca”.
Ela esbanjou carisma comandando o público, que dançava agitando leques. “Ter esse espaço aqui, o Espaço Favela, trazer atrações de favela, mulheres pretas, funk. É muito importante para mim e para o movimento funk. Mostra para uma galera que o funk pode fazer parte”, afirmou a artista.
Encerrando o dia, e com forte apelo visual marcado pelo uso intenso de efeitos especiais, fogos e labaredas que impressionaram pela escala, a apresentação de Cabelinho levou o público a gritar do início ao fim e pular com empolgação.
Um dos pontos altos ocorreu quando o convidado TZ da Coronel cantou algumas faixas literalmente do meio do público, para delírio da galera.
No palco Supernova, o dia começou com o show de Muse Maya. Com um som que mistura trap, pop e jazz, ela animou quem chegava à Cidade do Rock.
