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Nesta quarta-feira (26), a Globo apresentou a terceira entrevista da tradicional sabatina com candidatos à Presidência da República. Pela primeira vez, as entrevistas serão exibidas logo após o Jornal Nacional, e não durante o telejornal. O terceiro candidato entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos foi Renan Santos (Missão).
Durante a conversa, houve um momento de tensão entre o presidenciável e Renata Vasconcellos. A âncora tentou mudar de assunto enquanto o candidato ainda desenvolvia sua resposta sobre segurança pública, mas ele pediu para concluir sua fala.
Tudo começou quando César Tralli relembrou uma das frases mais polêmicas da campanha de Renan: a promessa de “matar quem roubar e fazer um banho de sangue”. O âncora quis saber como o candidato justificava o tom radical ao falar sobre o combate à criminalidade.
Renan respondeu citando um caso recente. Ele contou a história de Eduardo, um jovem de São Paulo que foi morto com um tiro na cabeça na segunda-feira (24), ao tentar impedir o assalto à namorada. “A cabeça do Eduardo explode e o sangue vaza na rua”, disse o candidato, em tom dramático.

“Houve um banho de sangue na segunda-feira de um inocente. Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é o dele, o sangue que tem que jorrar é o do bandido”, seguiu Renan. Ele afirmou que rodou o Brasil a pé e de carro durante a campanha e ouviu de muita gente o pedido por ‘justiça contra essas figuras terríveis, esses demônios que estão matando gente’”, afirmou.
Na sequência, o candidato criticou o que considera descaso com as vítimas da violência. “Os brasileiros morrem como se fossem bichos. Ninguém liga, ninguém sabe o nome. A maior parte são meninos, em geral negros, que morrem nas favelas e nas cidades mais pobres”, comentou.
Foi nesse momento que Renata tentou interromper. “Agora, candidato, eu gostaria de abordar também outro tema importante…”, disse a jornalista. A resposta veio na hora: “É que eu não respondi o César ainda. Deixa eu só terminar, por favor, Renata”.
Renata explicou que precisava encaixar vários assuntos no tempo da entrevista. “É que a gente possa abordar vários temas”, justificou. Renan rebateu: “Eu também quero. Eu falo rápido justamente para ajudar a abordar”.

Com a palavra de volta, o candidato voltou a defender a expressão “banho de sangue”. “Pode não ser a palavra mais bonita para a pessoa que está assistindo em casa, mas é a única coisa que eu posso fazer como resposta a alguém que tá com uma arma apontada para uma pessoa”, afirmou.
Ele encerrou o raciocínio dizendo que quem aponta uma arma na rua “se torna juiz da sua vida, dos teus sonhos, do teu futuro”. A fala reforça a linha-dura que Renan Santos adotou como principal bandeira da campanha presidencial.




