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A nova novela das nove da TV Globo, “Quem Ama Cuida”, estreou na segunda-feira (18) e surpreendeu o público ao trazer um formato já utilizado em outras produções da emissora, o depoimento ao final do capítulo. O recurso, com relatos de pessoas reais, já foi visto em novelas como “Páginas da Vida” e “Viver a Vida”, adicionando uma camada documental à dramaturgia.
Na noite desta terça-feira (19), o depoimento foi de uma figura conhecida do grande público e que esteve recentemente todos os dias na tela da TV Globo, Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26.Em seu relato, a jornalista refletiu sobre os dilemas da mulher contemporânea e seus desafios pessoais.
“As mulheres acabam esquecendo de perguntar para elas mesmas ‘o que a gente quer?’, ‘o que a gente precisa?’, ‘qual o nosso cuidado?’.Têm mulheres que nasceram para maternar filhos, têm mulheres que nasceram para maternar projetos e têm mulheres que nasceram para maternar sua própria reconstrução, eu me vejo nisso”, declarou ela no início de seu depoimento.
Ana Paula abordou a complexidade dos papéis da mulher na sociedade. “Eu sou a minha própria mãe, de certa forma. E… eu acho que todas as mulheres são as nossas próprias mães também. Só que outras exercem outros papéis. Então, ela tem que ser mães dos próprios filhos, mães dos próprios maridos, mães dos próprios pais. Então é algo muito complexo. Tudo muito intenso e difícil”
“A cobrança é muito exaustiva para cima de nós mulheres, né? E as mulheres acabam entendendo que têm que entregar tudo isso que a sociedade puxa delas, né? Tudo o que a sociedade quer da gente. Mas, na verdade, o que a gente quer? Porque cuidar de todo mundo isso a gente faz o tempo inteiro. Eu cuidei do meu pai, assim como eu cuidei dos meus irmãos, assim como eu cuido dos meus amigos, assim como eu cuido da minha própria vida. Só que tem hora que a gente esquece de perguntar que cuidado é esse? Como eu quero ser cuidada e quem vai cuidar de mim? A resposta é muito clara, a gente”, refletiu.
Ana Paula falou sobre suas escolhas pessoais e a forma como enxerga as pressões sociais.“Eu não entendo porque a sociedade coloca a maternidade como obrigatoriedade feminina. Por quê? Eu vejo uma forma muito positiva eu não entregar para a sociedade o que ela espera de mim. Porque eu acho que é isso que a sociedade espera da gente, de mulher, ainda mais da minha idade. É ser mãe, ou tá casada ou tá com alguém e filhos. Sempre estar cuidando de outras pessoas. Eu escolhi me escutar. E eu entendi que precisava de cuidar de mim pra sobreviver nessa selva que é a sociedade atual”
“Sou mulher de 44, não sou mãe, que nem filha eu sou mais, porque não tenho pai, não tenho mãe. Então chegou em um ponto em que eu vou cuidar ainda mais de mim. Isso vai incomodar ainda mais você que não está aberto a entender que nós mulheres não viemos pra entregar o que você espera. E que cada vez mais vocês vão ter que entender que a gente vai estar em busca do nosso lugar ao sol. A gente também quer tomar esse solzinho aí que todo mundo toma”, enfatizou
No final, Ana Paula destacou a importância do respeito nas relações. “Eu acho que quem ama respeita, quem ama respeita minha opinião, quem ama respeita meu tempo, quem ama respeita o que eu penso. Quem ama respeita, quem ama se respeita e respeita os outros”, concluiu.




