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A dançarina e influenciadora Brunna Gonçalves decidiu acionar Alexandre Frota na Justiça depois de ser alvo de críticas públicas feitas pelo ex-deputado federal nas redes sociais. O pedido envolve uma indenização de R$ 40 mil por danos morais e a exigência de que ele se retrate nos mesmos espaços onde disparou as ofensas. A informação foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do Globo, nesta segunda-feira (3).
A briga começou em janeiro deste ano, quando Brunna saiu em defesa da esposa, a cantora Ludmilla. Na ocasião, a artista declarou que não daria entrevistas ao SBT e justificou a recusa com uma frase direta: segundo ela, a emissora “defende racista”.
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Em 2017, durante uma live, Marcão chamou a cantora de “pobre e macaca”. O caso gerou revolta nas redes e terminou com a condenação dele por injúria racial. Anos depois, em dezembro passado, o apresentador voltou ao assunto e postou nas redes afirmando que teria sido inocentado. Ludmilla rebateu na hora e deu outra versão do desfecho judicial.
“Ele não foi inocentado. Na verdade, ele usou uma manobra para se livrar das consequências. A Justiça reconhece o racismo que ele cometeu comigo, contra mim. Mas ele não vai pagar nada por isso. É uma manobra processual absurda”, disparou a cantora.
Foi a partir da manifestação de Brunna sobre o caso que Frota entrou na briga. Ele soltou uma sequência de ataques à influenciadora em suas redes.
“Quem essa moça acha que é com essa pauta? Não tem talento, vive às custas do que sobrou da Ludmilla porque já mexeu tanto naquela cara que não dá para reconhecer. Engraçado fala muito da cor, de racismo, mas o cabelo está loiríssimo”, escreveu o ex-parlamentar.

Segundo Gois, a defesa de Brunna argumenta que os comentários de Frota ultrapassaram o direito de crítica e entraram no campo da “ofensa pessoal, desqualificação pública e inferiorização racial”, com o objetivo claro de “macular sua honra e reputação”.
Além do valor da indenização, a ex-BBB pede que o ex-deputado publique uma retratação nos mesmos canais onde fez os ataques. O processo está em tramitação na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e corre em segredo de Justiça.

Procurado pelo colunista Leo Dias, Frota disse que ainda não tinha sido notificado oficialmente, mas não demonstrou preocupação. “Não estou sabendo sobre, mas deixa entrar na fila, se eu fosse ser calado por processo eu não andaria”, declarou.
Até o momento, Brunna não comentou publicamente o processo.
