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Politica de PrivacidadeA equipe jurídica de Chico Buarque protocolou notícia-crime na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, depois que o cantor passou a ser alvo de mensagens ameaçadoras nas redes sociais.
Tudo começou quando um internauta deixou um comentário em uma publicação de jornal paulista. A frase dizia: “Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”. O post foi apagado logo depois, mas a equipe do artista já havia registrado a ocorrência.

Segundo informações da coluna de Lucas Pasin, no portal Metrópoles, as investigações apontaram para um profissional da área médica que vive em Minas Gerais. A identidade dele ainda não foi divulgada oficialmente.
Os advogados do compositor, que tem 82 anos, pediram abertura de inquérito para que o responsável seja localizado e responda pelo crime. Caso a Polícia Civil confirme que o suspeito realmente atua como médico, a defesa promete acionar o Conselho Regional de Medicina (CRM).

“Após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor da ameaça e, consequentemente, sua condição de médico, a defesa adotará as medidas cabíveis também perante o Conselho Regional de Medicina, para que o órgão competente avalie a conduta atribuída ao profissional”, comunicaram os representantes.
A equipe jurídica ressaltou que esse tipo de ataque já virou rotina. Há anos, o veterano recebe ofensas e investidas agressivas no ambiente digital, principalmente por causa de suas opiniões políticas. Esta não é a primeira vez que mensagens com teor de ameaça chegam até ele.

“Não se trata de um episódio isolado. Há muitos anos, Chico Buarque é alvo de ataques na internet, especialmente relacionados às suas posições políticas. Esta também não é a primeira vez que ele recebe ameaças por meios digitais”, destacaram.
Para os advogados, existe uma linha clara entre discordar e ameaçar. Eles frisaram que críticas fazem parte do jogo democrático, mas que ninguém pode usar esse argumento para ultrapassar limites.
“Críticas e manifestações de discordância fazem parte do debate público e são legítimas. O que não pode ser tratado como normal é quando essa discordância ultrapassa os limites da manifestação de opinião e se transforma em ameaça. É justamente essa diferença que precisa ser observada neste caso”, concluíram.




