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Na segunda-feira (27), Gil do Vigor e Rafael Zulu estrearam no Papo de Segunda e passaram a integrar o time de debatedores, que já conta com o âncora da atração do GNT, João Vicente de Castro, e o filósofo Francisco Bosco.
Uma revelação do economista marcou o primeiro episódio da nova temporada do programa.”Durante minha estadia nos Estados Unidos, todos os meus pensamentos de vinte anos dentro da igreja, da religião, voltaram para mim. Eu comecei a ficar com receio, eu comecei a me questionar novamente se ser um homem gay era aceito ou não por Deus”, disse Gil no início de sua declaração.
“E aqueles pensamentos começaram a tomar conta de mim, e eu volto para a igreja. E as pessoas não souberam disso. Eu passei um ano frequentando a igreja. Nesse um ano, eu voltei ao celibato e voltei a orar, a frequentar e a lecionar na igreja”, o apresentador continuou seu relato.
Gil explicou por que manteve a situação em sigilo. “Isso, sem falar, não se tornou nem público. Eu tinha novamente o medo do julgamento das pessoas não entenderem que eu estava passando por um processo de conflito novamente. Eu não sabia mais onde eu estava, onde eu me encontrava”, detalhou.
“E aquilo começou a me deixar muito preocupado… ansiedade. Eu indo para a igreja, voltei a fazer dates. Eu comecei a marcar encontros com meninas novamente, porque eu falava: ‘Onde eu estou?’. Com muito medo, de fato”, desabafou ele.
Ao relembrar o momento mais crítico, Gil detalhou como a crise impactou sua relação consigo mesmo. “Até que um dia eu estava tendo uma crise de ansiedade muito forte nos Estados Unidos, eu não estava mais me reconhecendo durante o PhD. Aquela ansiedade, eu começo a chorar e vou para a igreja. No primeiro domingo do mês é livre para qualquer um falar. Eu vou chorando e falo assim: ‘Eu sou gay, eu não aguento mais'”, recordou.
“Eu tenho um conflito muito grande porque eu me aceitei, eu achava que não tinha mais como eu voltar a ter esse pensamento. Agora, minha preocupação não são mais as pessoas, é Deus. E, novamente, eu precisei voltar a me entender e falar: ‘Eu sou esse, eu me orgulho de quem eu sou e está tudo bem'”, contou Gil ao concluir seu relato




