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Na última quarta-feira (13), Jojo Todynho participou do debate público “13 de Maio: A história que não te contaram”, realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e promovido pelo vereador Rafael Satiê (PL).
O evento propôs uma discussão sobre abolição, racismo, protagonismo negro e a disputa de narrativas históricas. Nas redes sociais, a cantora compartilhou o vídeo completo de sua participação no debate, que na íntegra tem mais de oito minutos de duração.
“Essa noite não fala apenas sobre passado, fala sobre memória, fala sobre coragem. E principalmente sobre a história que não te contaram. Existe um narrativa muito confortável repetida há nos no Brasil, uma narrativa que tenta convencer o povo negro que ele nasceu condenado ao ressentimento, a revolta permanece e ao papel de vítima eterna. Eu não nasci pra ser vítima, eu nasci pra se vitoriosa” disse Jojo no início de deus discurso.
Após ser interrompida por aplausos, a influenciadora retomou a sua fala. “Mas eu vim nessa noite, como uma mulher preta, suburbana e brasileira, dizer uma coisa: a minha história não foi construída pelo ódio, ela foi construída pela luta, pelo trabalho, pela fé, pela dignidade e pela coragem de continuar mesmo quando ninguém acreditava. Se me subestimar, eu provo que sou melhor ainda”.
“Eu nasci e cresci em Bangu, aprendi cedo duas coisas: ou a vida endurece você ou fortalece você. Eu trabalhei como faxineira, camelô, babá, cuidadora de idosos, vendendo picolé no trem e em nenhum momento alguém bateu na minha porta prometendo facilidade ou perguntando se eu estava precisando de algo, então não dite quem eu sou”.
Jojo também afirmou que nunca acreditou que sua origem pudesse limitar seu destino. Durante o discurso, ela falou sobre sucesso, liberdade, família, mérito, trabalho e coragem para se posicionar sem medo de nada e nem de ninguém.
A cantora ainda destacou que sua trajetória é fruto de superação e das oportunidades conquistadas ao longo da vida, além de homenagear aqueles que vieram antes dela. “Nenhum povo cresce aprisionado ao passado. A verdadeira liberdade também nasce quando alguém acredita que pode escrever um futuro diferente”.




