Metropolitana FM © 1996 – 2026 | Av. Paulista, 2200 – 14º Andar – São Paulo – SP – CEP: 01310-300
Politica de PrivacidadeO caso envolvendo o ator Marco Furlan ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (10), após a divulgação de um laudo do Instituto Médico Legal (IML) referente à criança de 5 anos que está no centro da investigação. Segundo o documento, não foram encontradas evidências de lesões corporais no menino durante o exame realizado dois dias após o episódio.

Furlan está preso preventivamente sob suspeita de estupro de vulnerável contra a criança, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso aconteceu na madrugada de 2 de agosto, durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.
De acordo com o documento obtido pelo portal Metrópoles, o médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida registrou que não havia elementos, no exame realizado, que indicassem a prática de ato libidinoso. A avaliação também analisou a existência de lesões de interesse médico-legal na região anal da criança.
Apesar do resultado, o exame não encerra a investigação. O próprio IML informou que ainda aguarda resultados de exames complementares, entre eles a pesquisa de espermatozoides.
A análise foi realizada em 4 de agosto, dois dias depois do episódio que levou à prisão do ator.
A advogada Maria Fernanda Mituo, que representa a família da criança, afirmou ao Metrópoles que o resultado do exame não altera, na avaliação da defesa, os demais elementos reunidos no caso. Segundo ela, “as provas da materialidade são incontestáveis”.

A advogada também informou que o menino está sendo acompanhado por um psicólogo e que, até o momento, não apresentou sinais de trauma relacionados ao episódio. Por se tratar de uma criança neurodivergente, ela afirmou que a família segue acompanhando de perto seu comportamento.
Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita surgiu durante uma festa familiar realizada em uma chácara. A mãe da criança teria ouvido gritos vindos de um dos quartos e se deslocado até o local acompanhada de uma amiga.
Ao entrar no cômodo, a mulher encontrou Furlan sem roupas sobre a cama, ao lado da criança, que também estava sem roupas. Conforme o relato registrado pela polícia, o menino dizia sentir dor e mantinha as mãos na região das nádegas.
A amiga da mãe também prestou depoimento e afirmou ter visto o ator sem as calças e segurando a roupa íntima da criança. Segundo ela, antes de chegar ao quarto, havia ouvido o menino dizer que estava sentindo dor.
Furlan negou ter cometido qualquer abuso no momento da abordagem. De acordo com os registros policiais, ele teria afirmado que não havia feito nada e que estava apenas passando pelo local.
A delegada responsável pelo caso considerou que os relatos da mãe, da testemunha e dos policiais, somados às circunstâncias encontradas no quarto, apresentavam elementos suficientes para a prisão em flagrante.
Na quinta-feira (6), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Furlan em prisão preventiva. Com a decisão, ele permanecerá detido enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações.
Durante a audiência de custódia, o ator exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Imagens divulgadas pelo jornalista Paulo Mathias mostram Furlan reagindo em alguns momentos enquanto a promotora descrevia a investigação e mencionava a suspeita de estupro de vulnerável.
No primeiro depoimento prestado à polícia, Furlan havia afirmado que passou mal e confundiu a criança com sua própria namorada. Posteriormente, já acompanhado por advogados, declarou que havia consumido bebida alcoólica durante a festa e que não se lembrava do que havia acontecido.
As investigações continuam, e o resultado dos exames complementares do IML deverá ser analisado junto aos demais elementos reunidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
Até o momento, Furlan permanece preso preventivamente e não foi condenado. O caso segue em apuração pela Justiça.




