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Na sexta-feira (21), Deolane Bezerra completa 90 dias presa. Detida em 21 de maio, a advogada aguarda uma decisão da Justiça sobre a possibilidade de responder ao processo em liberdade. Nesta quinta-feira (20), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) protocolou um pedido para manter a prisão preventiva, sob a alegação de que a soltura representaria risco à segurança pública. As informações são do colunista Elijonas Maia, da CNN Brasil.
Segundo o promotor Lincoln Gakiya, Deolane teria atuado como peça-chave no núcleo financeiro de uma organização criminosa vinculada à facção paulista conhecida como PCC. “Diante da gravidade dos fatos, é imperiosa a manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública”, declarou o promotor no documento enviado ao juízo.
O argumento central da promotoria é que a influenciadora corre o risco de voltar a cometer crimes caso seja liberada. O MPSP sustenta que ela teria sido responsável por movimentar e esconder recursos de origem ilícita, usando contas bancárias vinculadas ao próprio nome e a empresas sob seu controle. Além disso, os valores teriam sido convertidos em bens de alto padrão.
Conforme o documento, a estrutura investigada seria dividida em três frentes. A primeira, chamada de núcleo decisório, teria como integrantes Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. A segunda frente, de caráter operacional, seria composta por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho. Já a terceira, voltada às finanças, contaria com Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

“Por fim, a ré Deolane atuava como a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”, diz trecho do documento.
O Ministério Público também ressalta que os investigados teriam trabalhado em favor da facção, ajudando a expandir e sustentar financeiramente o grupo criminoso. “Tal modo de agir é um evidente atentado à Segurança Pública do Estado Brasileiro e à sociedade, devendo ser tolhido por meio da segregação cautelar”, afirmou a promotoria.
A legislação brasileira exige que prisões preventivas sejam reavaliadas após três meses. Com o prazo se encerrando nesta sexta, o magistrado responsável pelo processo precisará decidir se Deolane permanece detida ou se ganha o direito de aguardar o julgamento fora da cadeia.
A influenciadora foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada no fim de maio. A ação mirava um esquema de lavagem de dinheiro e associação com o crime organizado. De acordo com as investigações, Deolane teria mantido contato com pessoas ligadas à facção e se envolvido em transações financeiras suspeitas, usadas para camuflar a origem do dinheiro.
A defesa da influenciadora rechaça todas as acusações e garante que ela não possui qualquer ligação com organizações criminosas.




