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Politica de PrivacidadeEm entrevista exibida pelo Fantástico neste domingo (02), a atriz Paolla Oliveira fez um forte desabafo sobre o uso indevido de inteligência artificial (IA) para a manipulação não consentida de imagens femininas.
A artista alertou que o avanço tecnológico intensificou práticas nocivas no ambiente digital: “Essas ferramentas potencializaram a objetificação das mulheres. A plataforma consegue não só tirar sua roupa, mas colocar você em situações vexatórias ou de cunho sexual”.
A declaração ocorre logo após a atriz denunciar publicamente o surgimento de conteúdos pornográficos falsos (deepfakes) usando seu rosto. “Recebi um vídeo pornográfico (falso), bem pesado, com o meu rosto. Você sabe que não é você, mas você não tem como fazer nada sobre aquilo… Eu gelei, fiquei branca, a minha perna amoleceu. A coisa vai tomando uma proporção que realmente passa dos limites”, relatou.
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A gravidade do problema foi respaldada por um levantamento do NetLab, laboratório da UFRJ, que identificou 198 anúncios falsos utilizando a imagem de Paolla em um período de três meses — 191 dos quais direcionavam a grupos de mensagens dedicados à venda de deepfakes eróticos. Marie Santini, diretora do NetLab, destacou o viés financeiro por trás dos crimes, onde criadores monetizam sobre a imagem alheia e plataformas lucram com a distribuição paga dos anúncios.
Apesar do endurecimento da legislação contra a violência digital e do avanço de projetos de lei no Congresso para coibir o uso de IA em crimes sexuais, a atriz cobra maior rapidez e rigor nas punições. “A gente gostaria de ter uma lei, de ter algum rigor para isso. Isso avançou um pouco. Mas não tão rápido quanto a tecnologia”, cobrou Paolla, reforçando ainda a importância do acolhimento às vítimas: “Tem de fortalecer a autoestima dessas mulheres para que elas não caiam nessa armadilha que é sentir vergonha do que não fizeram”.
Desde o ano passado, uma nova lei aumentou a pena para crimes de violência contra a mulher cometidos com o uso de IA ou tecnologias que alterem a imagem ou a voz da vítima.? O objetivo é coibir casos de deepfake.
No mês passado, o Senado também aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para crimes sexuais contra crianças em que é usada a inteligência artificial. O texto ainda não foi sancionado pelo presidente da República.

“A gente gostaria de ter uma lei, de ter algum rigor para isso. Isso avançou um pouco. Mas não tão rápido quanto a tecnologia”, desabafa a atriz.
“Tem de fortalecer a autoestima dessas mulheres para que elas não caiam nessa armadilha que é sentir vergonha do que não fizeram, sentir vergonha de uma imagem que não é ela”, aponta Paolla.
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