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Nesta quarta-feira (29), Rafa Kalimann usou as redes sociais para compartilhar um desabafo sobre as mudanças provocadas pela maternidade e a pressão para que mulheres retomem rapidamente a vida profissional após o nascimento dos filhos. Mãe de Zuza, de 6 meses, a influenciadora afirmou que não abandonou seus sonhos, mas passou a persegui-los em um ritmo diferente.
“Tem uma frase que fala assim: ‘Se um dia meu filho me perguntar quais foram os sonhos que eu abri mão por causa dele, eu vou responder, nenhum. Eu corri atrás de todos com você no colo'”, iniciou Rafa.
Em seguida, a apresentadora revelou que, apesar de gostar da frase, faria uma adaptação. “Eu falaria: ‘Mas em outro ritmo’. Os ritmos são diferentes, porque a gente faz uma escolha e essa escolha demanda da gente a maior responsabilidade da nossa vida”, afirmou.
“E quando se tem o privilégio, porque eu sei que é um privilégio, no meu caso conquistado por mim nesses 18 anos de trabalho, de desacelerar, não de anular, não de se anular, mas de desacelerar para viver a fase em que seu filho está descobrindo o mundo, ele pode fazer isso através dos seus olhos. Não é uma anulação, é uma escolha”, declarou Rafa.
A influenciadora também criticou a pressão para que mulheres retomem rapidamente a rotina de antes da maternidade. “Talvez essas pessoas nunca tenham passado uma madrugada inteira em claro com um bebê”, disparou. “E às vezes vocês não quer. Você tá feliz como tá sendo. Você tá realizada mais até do que quando você tava no modo acelerado de viver as coisas”, refletiu.
“Os sonhos não morreram, as vontades não morreram, a pessoa que você é antes da gravidez continua aí dentro. Mas talvez agora, diferente do que esperam na maioria das vezes de você. Você realmente tá vivendo esse momento… com graça, com louvor, com vigor. Porque você quer viver ele”, acrescentou a apresentadora.
Rafa ainda fez um apelo para que as mulheres não se deixem levar pelas expectativas impostas pela sociedade em relação à maternidade. “Não deixe que o mundo te consuma com as expectativas que eles criam sobre como uma mulher e quando uma mulher, principalmente quando é um homem que fala, deve ou não voltar para o mercado de trabalho, para a vida que tinha antes. Se colocar diante das pessoas como era antes”, ressaltou..
“Muito menos que deixem eles falarem que não é exclusivamente pelo fato de que você tem um filho, que demanda muito de você. Eu tenho certeza de que, se alguém abre a boca para falar sobre isso, essa pessoa não tem noção da responsabilidade que é carregar o maternar. Aí é fácil falar. O que eu tenho para falar aqui é: os sonhos continuam os mesmos, as vontades continuam as mesmas, as prioridades é que mudaram, o ritmo mudou e está muito mais gostoso agora”, concluiu.




