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Politica de PrivacidadeCães de pelos médios e longos chamam atenção pela beleza da pelagem, que pode apresentar diferentes texturas, volumes e características conforme a raça. No entanto, manter os fios bonitos também exige alguns cuidados. Mesmo com uma rotina que inclui banho, secagem e escovação, é possível que o pelo fique embolado em determinadas situações, principalmente nas regiões em que há maior atrito.
Os emaranhados não são apenas uma questão estética. Quando ficam muito apertados e próximos da pele, podem provocar desconforto, dificultar a ventilação da região e esconder irritações ou outros problemas dermatológicos. Por isso, saber como desembaraçar a pelagem do cachorro do jeito certo é importante para não machucar o pet. Veja!
Antes de começar, observe cuidadosamente a região embolada. Pequenos emaranhados mais soltos podem ser trabalhados aos poucos com os dedos, um pente ou uma escova apropriada. Já placas compactas, extensas e muito próximas da pele exigem maior cuidado, pois tentar puxá-las à força pode causar dor e lesões.
Aproveite também para verificar se existem vermelhidão, feridas, umidade, secreções ou sinais de desconforto sob ou ao redor da região. Caso o cachorro demonstre dor ou o problema seja muito extenso, o mais seguro é interromper a tentativa e procurar um profissional.
Quando o emaranhado é pequeno e ainda não está muito compacto, os dedos podem ser os primeiros aliados. Segure delicadamente a base do pelo, próxima à pele, e tente separar o nó em partes menores, trabalhando pelas extremidades em vez de puxar todo o emaranhado de uma vez. Segurar os fios perto da raiz também ajuda a reduzir a tração sobre a pele e, consequentemente, o desconforto.
Sprays desembaraçantes específicos para cães podem facilitar o trabalho em pequenos nós, deixando os fios mais fáceis de separar e reduzindo o atrito durante a escovação. Antes de aplicar, porém, leia atentamente as orientações do fabricante e verifique se o produto é adequado ao tipo de pelagem e à idade do cachorro. Produtos destinados a seres humanos não devem ser utilizados por conta própria, já que a pele dos cães possui características diferentes.
Não existe um único acessório ideal para todos os cachorros. A escolha dependerá do comprimento, da densidade e da textura da pelagem. Escovas do tipo slicker (ou rasqueadeiras), pentes de metal, escovas de pinos e outros acessórios de uso veterinário ou para banho e tosa podem ter funções diferentes no cuidado dos fios. Por isso, vale pedir orientação a um médico-veterinário ou profissional de banho e tosa sobre a opção indicada para o animal.

Tentar desfazer um grande emaranhado de uma só vez tende a aumentar a tração sobre a pele e tornar a experiência desagradável para o cachorro. Uma alternativa é dividir o trabalho em pequenas mechas, começando pela extremidade do nó e avançando gradualmente em direção à base.
Algumas partes do corpo apresentam maior tendência à formação de emaranhados. Atrás das orelhas, nas axilas, entre as pernas, próximo ao pescoço e nas regiões em contato frequente com coleiras e peitorais são exemplos que merecem atenção. Nessas áreas, o movimento do cachorro faz com que os fios se esfreguem repetidamente, favorecendo a formação de nós. Durante o desembaraço, seja ainda mais delicado, pois algumas dessas regiões apresentam pele sensível.
Dar banho no cachorro para tentar amolecer uma pelagem muito embolada pode produzir o efeito contrário. Quando o pelo já apresenta nós compactos, a água pode fazer com que o emaranhado fique ainda mais apertado, dificultando sua remoção depois. Por isso, a recomendação geral é retirar os nós antes do banho sempre que isso puder ser feito de maneira segura.
Pode parecer mais simples colocar uma tesoura por baixo do emaranhado e cortá-lo, mas essa prática representa um risco para o cachorro. Como os nós podem puxar e esconder a pele entre os fios, torna-se difícil perceber exatamente onde ela está. Um movimento inesperado do animal também aumenta a possibilidade de cortes acidentais.
Nem todo emaranhado deve ser retirado em casa. Quando existem vários nós, grandes placas de pelo compactado ou fios grudados muito próximos à pele, um profissional de banho e tosa pode avaliar a maneira mais segura de removê-los. Se houver feridas, vermelhidão intensa, secreção, mau cheiro, sangramento, dor ou alterações na pele, a avaliação de um médico-veterinário será ainda mais importante. Em casos avançados, pode ser necessário aparar parte da pelagem com equipamento apropriado. Depois da remoção, uma rotina de escovação adequada ajuda a diminuir as chances de novos emaranhados.




