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Politica de PrivacidadeOs beija-flores são pequenas aves da família Trochilidae, facilmente reconhecidas pelo voo ágil, pelo bico geralmente alongado e pelo hábito de visitar flores em busca de néctar. Também chamados de colibris, eles estão presentes exclusivamente nas Américas e ocupam ambientes bastante variados, desde florestas tropicais até regiões montanhosas. Existem centenas de espécies, com diferenças de tamanho, coloração, formato do bico e comportamento.
Apesar do tamanho reduzido, os beija-flores possuem características que os tornam algumas das aves mais interessantes da natureza. Abaixo, conheça algumas curiosidades sobre esses animais!
Uma das características mais impressionantes do beija-flor é a capacidade de permanecer praticamente imóvel no ar enquanto se alimenta. Isso acontece porque suas asas conseguem gerar força tanto no movimento para baixo quanto no movimento para cima. Assim, a ave sustenta o próprio corpo sem precisar pousar na flor para alcançar o néctar, facilitando o acesso a flores delicadas ou posicionadas de maneiras que dificultariam o pouso.
Além de permanecer no mesmo ponto durante o voo, os beija-flores conseguem se deslocar para trás, algo bastante incomum entre as aves. A habilidade está relacionada à estrutura das asas e à maneira como elas são movimentadas, permitindo mudanças rápidas de direção. Isso é especialmente útil durante a alimentação, pois o animal consegue se afastar de uma flor sem precisar virar completamente o corpo.
O rápido movimento das asas é responsável pelo conhecido zumbido produzido durante o voo, característica que inspirou o nome dessas aves em diferentes idiomas. A frequência das batidas varia conforme a espécie e a situação, podendo chegar a dezenas de movimentos por segundo durante o voo normal e ultrapassar 200 em determinados mergulhos. Essa velocidade permite sustentar o voo estacionário e realizar mudanças repentinas de direção.
Para fornecer oxigênio e nutrientes aos músculos durante uma atividade tão intensa, o organismo do beija-flor funciona em ritmo acelerado. No beija-flor-de-garganta-rubi (Archilochus colubris), por exemplo, o coração pode passar de 1.200 batimentos por minuto durante o voo. Quando está em repouso, a frequência diminui consideravelmente. Em comparação, o coração humano em repouso bate cerca de 60 a 100 vezes. Esse funcionamento está associado ao metabolismo extremamente elevado dessas pequenas aves e ajuda a explicar por que elas precisam se alimentar tantas vezes.

Embora sejam conhecidos principalmente por visitar flores, os beija-flores não vivem apenas de néctar. O líquido açucarado fornece boa parte da energia necessária para manter o metabolismo acelerado, mas apresenta baixo teor de proteínas. Para complementar a alimentação, essas aves também consomem pequenos insetos e aranhas. Algumas espécies capturam insetos durante o voo, enquanto outras retiram pequenos animais de folhas e outras partes das plantas.
Enquanto introduz o bico e a língua nas flores para alcançar o néctar, o beija-flor pode entrar em contato com os órgãos reprodutivos da planta. Nesse processo, grãos de pólen ficam presos às penas e são transportados para outras flores visitadas posteriormente. Dessa maneira, a ave contribui para a polinização e, consequentemente, para a reprodução de diferentes espécies vegetais.
O tamanho pequeno não impede determinadas espécies de percorrer distâncias impressionantes. O beija-flor-de-garganta-rubi, por exemplo, consegue atravessar o Golfo do México durante sua migração, permanecendo muitas horas em voo contínuo. Antes da viagem, a ave acumula reservas de gordura que servirão como fonte de energia durante o percurso.