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Na noite de segunda-feira (13), o médico Douglas Ramos foi preso na Avenida Paulista por dirigir um carro de luxo com o giroflex ligado. O dispositivo é um sinalizador visual usado em casos de emergência por policiais, bombeiros e ambulâncias. O uso em carros particulares é proibido por lei.
“Fomos verificar se era um profissional de segurança precisando de alguma coisa, ajudando alguém”, relatou o guarda Caio de Almeida à imprensa.
De acordo com o agente, Douglas se apresentou como neurocirurgião e alegou fazer uso do giroflex porque estava atrasado para um compromisso.
Após ser parado por agentes da Guarda Civil Metropolitana por causa das luzes do giroflex, o carro foi vasculhado e, no interior do automóvel, foram encontradas duas armas de fogo, uma pistola calibre 9 mm e um revólver calibre 38.
O médico afirmou ter registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas não apresentou nenhum documento que pudesse comprovar a veracidade da informação.
Diante da situação, Douglas foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e falsa atribuição de função pública devido ao uso do giroflex.
Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, o médico passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira, na qual foi concedida a liberdade provisória.
Entretanto, há algumas medidas que precisam ser cumpridas, entre elas comparecer mensalmente em juízo, não se ausentar do local onde mora por mais de oito dias sem avisar a Justiça, além do pagamento de fiança fixada em cinco salários mínimos.
Douglas possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, mas não tem a especialidade de neurologia registrada no documento.




