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Politica de PrivacidadeO estômago costuma dar sinais quando algo não vai bem, mas nem sempre eles recebem a devida atenção. Uma dor ou uma azia, por exemplo, podem ir além de uma simples má digestão e indicar a necessidade de olhar com mais cuidado para a saúde digestiva.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Lucas Nacif, a frequência do desconforto é um dos principais fatores que devem ser observados. “Quando isso se torna recorrente, é preciso acender o sinal de alerta e prestar mais atenção no que o corpo está tentando dizer”, ressalta.
A seguir, confira sintomas no estômago que não devem ser ignorados.
Sentir desconforto esporadicamente é diferente de apresentar dor de forma contínua. Quando a sensação de queimação, pressão ou dor na região do estômago passa a fazer parte da rotina, mesmo após mudanças simples na alimentação, é recomendável procurar avaliação médica. Isso porque sintomas persistentes podem estar associados a doenças que exigem acompanhamento e tratamento específicos.
Emagrecer sem estar fazendo dieta ou praticando mais atividade física é um sinal que merece investigação, especialmente quando ocorre com sintomas digestivos. A perda de peso involuntária pode indicar que o organismo não está absorvendo adequadamente os nutrientes ou que existe alguma condição interferindo no funcionamento do aparelho digestivo.
Algumas pessoas relatam sentir que o estômago está completamente cheio mesmo após pequenas refeições. Embora esse sintoma possa ter causas simples, sua persistência deve ser observada, principalmente quando ocorre associada a dores frequentes, perda de apetite ou desconforto abdominal.

Enjoos ocasionais podem acontecer por diversos motivos. No entanto, quando as náuseas se repetem com frequência ou passam a fazer parte do dia a dia, é importante investigar sua origem. Problemas gástricos, inflamações e alterações digestivas podem estar entre as possíveis causas.
Entre todos os sinais de alerta, este é um dos mais importantes. A presença de sangue nas fezes ou episódios de vômitos escuros podem indicar sangramento no trato digestivo e nunca devem ser tratados como algo normal.
Entre as causas mais comuns de dor estomacal, estão a gastrite, o refluxo gastroesofágico, as úlceras e a chamada dispepsia funcional, caracterizada pelo desconforto digestivo sem alterações evidentes nos exames. No entanto, a persistência dos sintomas é o que chama a atenção dos especialistas.
“O problema é quando essas dores se tornam contínuas e não melhoram mesmo com mudanças simples na alimentação ou na rotina. Nesses casos, é importante investigar com mais atenção, pois podem estar ligadas a algo mais sério, como câncer de estômago, pancreatite ou problemas na vesícula biliar”, explica o Dr. Lucas Nacif.
A recomendação é não esperar que os sintomas se agravem para buscar orientação especializada. O principal exame utilizado para investigar alterações no estômago é a endoscopia digestiva alta, que permite visualizar diretamente a região e identificar inflamações, lesões e outras alterações. Dependendo do caso, também podem ser solicitados exames laboratoriais, testes para Helicobacter pylori e exames de imagem. “Esses sintomas não devem ser ignorados. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento eficaz e menos invasivo”, finaliza o especialista.




