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Politica de PrivacidadeEm 25 de maio é celebrado o Dia Internacional da Tireoide, data criada para conscientizar a população sobre a importância dessa glândula e alertar sobre doenças que podem afetá-la. Mesmo pequena, pesando cerca de 20 gramas, ela desempenha um papel essencial no funcionamento do organismo.
Localizada na região frontal do pescoço, a tireoide produz hormônios responsáveis por regular o metabolismo e influenciar funções vitais, como frequência cardíaca, temperatura corporal, sono, humor, funcionamento intestinal e níveis de energia. Quando há alterações em seu funcionamento, diferentes órgãos e sistemas podem ser afetados, comprometendo diretamente a qualidade de vida.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que cerca de 15% da população acima dos 45 anos convive com algum problema relacionado à glândula. Muitas dessas alterações evoluem de forma silenciosa e podem passar despercebidas por anos.
De acordo com a Dra. Diana Sá, médica e professora de endocrinologia da Afya Brasília, a tireoide funciona como uma espécie de “central reguladora” do organismo, já que os hormônios produzidos pela glândula influenciam diversas funções do corpo. “Quando ela produz hormônios em excesso ou em quantidade insuficiente, diferentes sistemas do organismo sofrem alterações”, explica.
A Dra. Diana Sá destaca que os distúrbios da tireoide estão entre os problemas hormonais mais comuns na população. Entre os mais frequentes, estão o hipertireoidismo, marcado pela produção excessiva de hormônios, e o hipotireoidismo, quando a produção hormonal fica abaixo do necessário.
No primeiro caso, o organismo tende a ficar mais acelerado, podendo provocar palpitações, perda de peso, tremores, ansiedade, insônia e suor excessivo. No hipotireoidismo, o metabolismo desacelera, causando sintomas como cansaço, sonolência, intestino preso, pele seca, queda de cabelo e dificuldade para emagrecer.
A endocrinologista alerta que os sinais das doenças tireoidianas muitas vezes são confundidos com estresse, ansiedade, menopausa, envelhecimento ou excesso de trabalho, o que pode atrasar o diagnóstico. “É importante procurar avaliação médica quando os sintomas persistem, principalmente em pessoas com histórico familiar, presença de nódulos, infertilidade, alterações menstruais ou uso de medicamentos que interferem na função da tireoide”, orienta.
Os exames também são fundamentais para identificar alterações precocemente. O principal exame para avaliar a função da glândula é o TSH, mas, dependendo do caso, também podem ser solicitados T4 livre, anticorpos relacionados a doenças autoimunes e ultrassonografia.
Conforme a Dra. Diana Sá, os nódulos tireoidianos são bastante comuns e, na maioria das vezes, benignos. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), estima-se que até 60% das pessoas possam apresentar nódulos tireoidianos ao longo da vida.
“O mais importante é avaliar características como tamanho, aspecto no ultrassom, crescimento e histórico do paciente”, afirma. Em alguns casos, apenas o acompanhamento é suficiente, em outros, pode ser necessária a realização da punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF.

Presente em diversas funções do organismo, a tireoide também chama atenção por algumas curiosidades pouco conhecidas. A Dra. Diana Sá explica abaixo alguns fatos que ajudam a entender melhor como a glândula influencia diferentes aspectos da saúde e do corpo. Confira!
Os hormônios produzidos pela tireoide têm impacto direto no funcionamento do cérebro e no equilíbrio emocional. Quando a glândula está desregulada, podem surgir sintomas como ansiedade, irritabilidade, desânimo, dificuldade de concentração e até quadros depressivos.
Os problemas tireoidianos são muito mais frequentes nas mulheres, principalmente após os 35 anos e em fases marcadas por grandes oscilações hormonais, como gravidez, pós-parto e menopausa. Doenças autoimunes da tireoide, como Hashimoto e Graves, também são mais comuns no público feminino.
A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna e muitas vezes descoberta por acaso em exames de rotina. Além disso, alterações em exames hormonais nem sempre indicam uma doença grave. Pequenas mudanças no TSH, por exemplo, podem ser temporárias e precisam ser avaliadas junto aos sintomas e ao histórico do paciente.
Quando a glândula funciona de forma inadequada, o metabolismo pode ficar mais lento ou acelerado, favorecendo ganho ou perda de peso. No entanto, o hipotireoidismo costuma causar um aumento de peso limitado. Obesidade e dificuldade para emagrecer geralmente envolvem múltiplos fatores, como alimentação, sono, sedentarismo, estresse e genética.
O iodo é essencial para a produção dos hormônios tireoidianos, e sua deficiência pode causar alterações importantes na glândula. Por outro lado, suplementar iodo sem orientação médica também pode desencadear ou agravar doenças da tireoide em algumas pessoas.
A glândula possui dois lados unidos por uma pequena faixa de tecido, lembrando o formato de uma borboleta com as asas abertas.
Por Beatriz Felicio




