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Politica de PrivacidadeMuitas pessoas seguem dietas, reduzem calorias e mantêm uma rotina aparentemente equilibrada, mas ainda assim não conseguem emagrecer. A frustração é comum e, muitas vezes, leva à desistência ou à busca por soluções rápidas que nem sempre são eficazes.
De acordo com a gastroenterologista Dra. Elaine Moreira, pós-graduada em medicina integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o emagrecimento depende de uma série de fatores que vão além da alimentação. O funcionamento do intestino, o equilíbrio hormonal e até o estilo de vida têm impacto direto nesse processo.
A seguir, a médica lista fatores que podem interferir diretamente no emagrecimento. Confira!
O intestino desempenha um papel central no metabolismo e na forma como o corpo responde à alimentação. Alterações na microbiota intestinal podem comprometer a absorção de nutrientes e desencadear processos inflamatórios que dificultam a perda de peso.
“Quando a microbiota intestinal está desregulada, o corpo perde eficiência na absorção de nutrientes e na eliminação de toxinas. Isso pode gerar inflamação, retenção de líquidos e até estimular o acúmulo de gordura. Muitas vezes, o paciente faz dieta corretamente, mas o intestino não permite que o processo de emagrecimento aconteça de forma eficaz”, explica a Dra. Elaine Moreira.
A inflamação crônica de baixo grau é silenciosa, mas tem impacto direto no metabolismo. “Um organismo inflamado prioriza a sobrevivência, não o emagrecimento. Ele passa a armazenar energia como forma de proteção, o que dificulta a queima de gordura. Essa inflamação pode ser causada por alimentação inadequada, estresse e até por desequilíbrios intestinais”, afirma a especialista.
Os hormônios são fundamentais no controle do peso, regulando a fome, a saciedade e o armazenamento de gordura. Quando há alterações, o corpo pode reagir de forma inesperada, dificultando o emagrecimento.
“Alterações hormonais, principalmente relacionadas à insulina, ao cortisol e aos hormônios da tireoide, podem fazer com que o corpo acumule gordura com mais facilidade. Além disso, essas alterações aumentam a fome e reduzem a sensação de saciedade, criando um ciclo difícil de quebrar”, destaca.

Dormir mal impacta diretamente os hormônios responsáveis pelo controle do apetite, levando ao aumento da fome e à redução da saciedade. “A falta de sono desregula hormônios como a grelina e a leptina. Com isso, a pessoa tende a comer mais e a ter mais dificuldade para emagrecer, além de apresentar um metabolismo mais lento”, explica a médica.
O estresse constante influencia diretamente o funcionamento do organismo. A liberação contínua de cortisol favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. “O estresse crônico mantém o organismo em estado de alerta. Isso não só favorece o ganho de peso, como também dificulta a perda. O corpo entende que precisa armazenar energia e isso interfere diretamente no metabolismo”, pontua.
Dietas extremamente restritivas podem parecer eficazes no início, mas tendem a desacelerar o metabolismo ao longo do tempo, dificultando a continuidade do emagrecimento. “Quando a ingestão calórica é muito baixa, o organismo entra em modo de economia. Ele reduz o gasto energético e passa a armazenar mais gordura, o que dificulta a perda de peso e favorece o efeito sanfona”, alerta.
Cada organismo reage de maneira diferente às estratégias alimentares. A ausência de um acompanhamento individualizado pode comprometer os resultados. “O emagrecimento precisa ser personalizado. É necessário avaliar exames, histórico, funcionamento intestinal e estilo de vida. Sem isso, a chance de sucesso é muito menor”, finaliza a Dra. Elaine Moreira.
Por Sarah Carvalho