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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de se autoproclamar presidente legítimo do Brasil por meio de uma carta nesta quarta-feira (28), após perder as eleições presidenciais de domingo (25) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Bem, não vou comentar sobre isso, mas sei que demos permissão para ele entrar no país. Então, vamos ver. Mas não vou me envolver nisso. Foi uma eleição muito estranha, com certeza”, declarou Trump a repórteres. Até o momento, o presidente dos Estados Unidos não apresentou provas que comprovem suas alegações sobre supostas irregularidades nas eleições brasileiras.
Inicialmente, Flávio se autoproclamou “verdadeiro presidente eleito” do Brasil em uma carta aberta publicada no X. Minutos depois, porém, modificou o documento e alterou o título para “líder do Brasil”.
A primeira versão da carta trazia o antigo brasão do Brasil, acompanhado da inscrição “Estados Unidos do Brazil”, nome adotado pelo país após a Proclamação da República, em novembro de 1889, e utilizado até 1967. Na sequência, uma nova versão do documento foi enviada à imprensa, desta vez com o brasão atual e a inscrição “República Federativa do Brasil”.
O senador desembarcou em Miami na manhã desta quarta-feira, após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Flávio nega irregularidades.
Além do senador, também viajaram sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal. O governo dos Estados Unidos afirmou que concederá vistos aos quatro, mas não especificou o tipo de autorização que permitirá a permanência da família no país.
Na carta, Flávio afirmou ter fugido do Brasil por considerar que está sendo perseguido politicamente. O senador também agradeceu aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei. Além disso, afirmou que pretende fazer pronunciamentos regulares e mobilizar aliados, mas não detalhou seus planos nem informou quando pretende voltar ao Brasil.




