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Nesta segunda-feira (6), Ana Paula Renault publicou um vídeo nas redes sociais para rebater uma declaração feita recentemente por Paulo Figueiredo durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube. Na ocasião, ele afirmou: “Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido.”
“Quando alguém diz que mulher vota mal, o problema não é o nosso voto, é medo do nosso poder. Nos últimos dias, um brasileiro investigado que hoje vive lá nos Estados Unidos afirmou que mulher vota mal”, disse a jornalista no início do vídeo.
Em seguida, a campeão do BBB 26 afirmou que a fala não deve ser encarada como um comentário isolado. “Ele disse, inclusive, que mulher casada precisa acompanhar o voto do marido. Ou seja, na cabeça de muita gente, a mulher só vota bem quando vota pela cabeça de um homem. E isso, gente, não é frase solta, tá? Não é só provocação de internet, não é exagero nosso, é um sinal”, enfatizou.
“Lá nos Estados Unidos, o atual chefe do Pentágono repostou um vídeo que defendia revogar a Décima Nona Emenda, justamente a emenda que garantiu o voto feminino naquele país. Então, quando esse tipo de ideia começa a circular com naturalidade, a gente precisa prestar atenção”, alertou Ana Paula.
Na sequência, a jornalista destacou o que considera uma escalada desse tipo de discurso. “Porque primeiro dizem que mulher vota mal, depois dizem que mulher precisa ser orientada, depois dizem que mulher deveria voltar para o lugar dela. Só que esse lugar não existe mais”, refletiu.
“No Brasil, nós conquistamos o voto lá em 1932 e não foi favor, foi muita luta. Hoje nós somos mais de 82 milhões de eleitoras, quase 53% do eleitorado brasileiro. Gente, nós somos maioria e talvez seja exatamente por isso que assuste tanto”, analisou Ana Paula.
Segundo a ex-BBB, o receio de algumas pessoas está na liberdade de escolha das mulheres. “Mulher que pensa, pesquisa e decide. Mulher que entende o próprio poder muda o rumo de uma eleição. O problema nunca foi mulher votar mal, o medo é mulher votar livre.”
Ana Paula ressaltou que a resposta das mulheres deve ir além da indignação e incentivou o público feminino a buscar informação antes de votar. A jornalista defendeu que as mulheres pesquisem, leiam, comparem propostas, escutem opiniões e acompanhem o trabalho de mulheres que ocupam cargos políticos.
Por fim, ela reforçou que o voto feminino deve ser uma decisão individual. “O voto da mulher não pertence ao marido, ao pai, ao padre, ao pastor. Não pertence a partido nenhum. O voto da mulher só pertence à sua própria consciência. E uma mulher livre, quando descobre o tamanho da própria voz, nunca mais aceita voltar para a caixa”, concluiu




