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Um vídeo pornográfico criado por inteligência artificial colocou Juliano Floss no centro de uma nova polêmica envolvendo deepfake. O material, que circulou nas redes sociais nesta quinta-feira (1º), mostra uma montagem sexual envolvendo o influenciador e Jonas Sulzbach, ex-participante do BBB.
Revoltado, Juliano foi direto às redes para avisar que vai processar todo mundo que produziu ou compartilhou o conteúdo. “Isso é crime, porra! Se liguem”, escreveu o dançarino no em seu perfil no X, o antigo Twitter.
O dançarino afirmou que pretende tomar as medidas cabíveis contra os responsáveis e contou que já está reunindo informações para identificar os envolvidos. “Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim”, disparou.

Juliano ainda alfinetou quem acredita que a internet é uma terra sem lei. “Tem gente que acha que aqui é terra de ninguém só porque não tem o nomezinho e o CPF”, comentou, deixando claro que pretende levar o caso adiante e buscar responsabilizar os envolvidos.
Para reforçar o recado, Juliano publicou um print de uma pesquisa jurídica que explica como a criação de vídeos íntimos falsos é tratada pela legislação brasileira. A imagem, que o influenciador tirou do site JusBrasil, mostra que esse tipo de montagem pode render processo e até prisão.
No meio da confusão, o ex-BBB ainda deu uma cutucada no timing do caso. “Três dias pra eleição, gente. Vamo focar no que importa?”, escreveu, lembrando que o primeiro turno das eleições de 2026 acontece neste domingo (4).

O Brasil já tem leis que tratam desse tipo de crime, mesmo sem uma legislação específica só para deepfakes. Uma das normas pune quem produz, fotografa ou registra conteúdo íntimo sem autorização. A mesma regra vale para quem faz montagem em foto, vídeo ou áudio colocando alguém em cena de nudez ou ato sexual sem consentimento.
Outra parte da legislação trata de quem divulga esse tipo de material. Compartilhar imagens ou vídeos com cena de sexo, nudez ou pornografia sem autorização também é crime e pode levar à cadeia, além de multa.
Enquanto isso, o Congresso discute projetos para deixar as punições ainda mais duras quando o conteúdo é feito com inteligência artificial. Uma das propostas, apresentada por Amanda Gentil em 2024, quer mudar a lei para incluir punição específica para quem manipula imagens com IA, especialmente em casos envolvendo mulheres e candidatos em época de votação. O texto foi enviado ao Senado no início de 2025 e ainda está em análise.
Outro projeto, do deputado Rubens Pereira Júnior protocolado em 2026, vai na mesma linha: criminalizar quem produz ou espalha conteúdo audiovisual, sonoro ou visual feito ou alterado por inteligência artificial. Segundo a Câmara dos Deputados, a proposta aguarda parecer na Comissão de Comunicação.




