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A temporada de Virginia Fonseca na Europa virou uma corrida contra o relógio. A influenciadora, que está na Espanha desde 12 de setembro ao lado do namorado, Vini Jr., pode ser obrigada a antecipar o retorno ao Brasil.Segundo informações divulgadas com exclusividade pelo portal LeoDias nesta quinta-feira (17), a Justiça do Distrito Federal determinou que a empresária permaneça no exterior por, no máximo, 20 dias.
A situação que culminou na medida judicial começou quando oficiais de Justiça tentaram entregar uma intimação nos endereços cadastrados da empresária em Goiânia, mas não conseguiram localizá-la. Foram feitas várias tentativas pelos Correios, todas sem sucesso.
Agora, se Virgínia ultrapassar o prazo estabelecido pela decisão judicial, ela pode ter o passaporte retido. A medida visa garantir que a influenciadora seja encontrada e intimada formalmente sobre o processo que corre contra ela no Tribunal de Justiça do DF.

A determinação judicial tem relação direta com uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia e uma empresa de plataforma de apostas. O órgão cobra uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, sob a alegação de publicidade enganosa na divulgação de apostas esportivas.
Atualmente, a influenciadora está na Europa não apenas por conta do jogador do Real Madrid. A viagem também inclui compromissos profissionais, com eventos relacionados à linha de produtos de beleza que ela comanda.
Quando a ação veio a público, os advogados da influenciadora soltaram nota contestando a iniciativa do MP. Segundo a defesa, o próprio texto da petição admite que ainda faltam documentos importantes para análise, entre eles, contratos e detalhes sobre como funciona a parceria publicitária de Virginia com as plataformas.

“A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9/7), da Ação Civil Pública. As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos. Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca”, diz o comunicado.
Os advogados negaram qualquer tentativa de prejudicar consumidores e sustentaram que não há provas concretas de má-fé. Para eles, a responsabilização precisa ser baseada em evidências, não em suposições.