Metropolitana FM © 1996 – 2026 | Av. Paulista, 2200 – 14º Andar – São Paulo – SP – CEP: 01310-300
Politica de Privacidade




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (30), durante a cúpula de líderes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, que disputará a reeleição para garantir a continuidade da democracia no Brasil. Em discurso, o petista também defendeu que a integração do bloco seja mantida independentemente das mudanças de governo nos países membros.
“Vou concorrer às eleições para garantir que o país se mantenha como um país democrático”, declarou.
Lula afirmou que o Mercosul não deve ser influenciado pelas posições ideológicas dos presidentes e defendeu o fortalecimento das instituições do bloco.
“O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição deste ou daquele presidente. Senão, a gente nunca vai ter um bloco forte funcionando”, afirmou.
O presidente também destacou que a democracia voltou a enfrentar ameaças em diferentes partes do mundo e citou tentativas de golpe de Estado, incluindo o Brasil. Segundo ele, a criação do Mercosul, há 35 anos, representou uma resposta ao passado autoritário da América do Sul.
Durante o encontro, Lula propôs que os países compartilhem experiências na área de inteligência artificial e sugeriu que a estrutura do Pix sirva de modelo para um sistema regional de pagamentos. A proposta busca reduzir custos nas transações e ampliar o uso de moedas locais entre os integrantes do bloco.

No início da reunião, os chefes de Estado fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. Lula também defendeu a criação de um fundo regional para enfrentar desastres naturais e financiar ações de adaptação às mudanças climáticas.
Ao abordar a economia, o presidente destacou o crescimento do comércio entre os países do Mercosul, que passou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 50 bilhões em 2025. Ele também citou o avanço de acordos comerciais com parceiros internacionais e anunciou o início das negociações para uma parceria econômica com o Japão, além da intenção de ampliar o diálogo com a China.
A reunião contou com a participação dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña, do Uruguai, Yamandú Orsi, do Chile, José Antonio Kast, e do Equador, Daniel Noboa. O presidente da Argentina, Javier Milei, não participou do encontro e foi representado pelo chanceler Pablo Quirino.