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Politica de PrivacidadeOs Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, concluindo uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão afirma que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais e prejudiciais a empresas e exportadores norte-americanos.

Junto ao relatório final, o USTR encaminhou à Casa Branca uma recomendação para atualizar a lista de produtos isentos da medida. Embora a relação completa ainda não tenha sido divulgada, o governo americano já informou que café e carne bovina não serão atingidos pelo novo tarifaço.
A decisão era aguardada pelo governo brasileiro, que manteve negociações com autoridades norte-americanas ao longo do último ano. No Palácio do Planalto, a expectativa agora é conhecer todos os setores que serão afetados pela medida.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aproximadamente 4 mil produtos brasileiros podem ser impactados, com um prejuízo estimado de US$ 14,9 bilhões nas exportações destinadas aos Estados Unidos.

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a justificativa apresentada por Washington carece de fundamentação técnica e possui motivação política. Apesar de os Estados Unidos registrarem superávit na balança comercial com o Brasil, a administração de Donald Trump sustenta que as novas tarifas buscam compensar supostas distorções nas relações comerciais entre os dois países.
Além da tarifa de 25%, outra investigação conduzida pelos Estados Unidos ainda está em andamento. O processo apura supostos casos relacionados à exploração de trabalho forçado e pode resultar na aplicação de uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Caso as duas medidas sejam implementadas, alguns setores da indústria nacional poderão enfrentar tarifas que chegam a 37,5%.




