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Politica de PrivacidadeCuidar de uma pessoa com mobilidade reduzida envolve tarefas que podem parecer pequenas, como ajudá-la a chegar ao banheiro ou alcançar um objeto. A docente Maria Cecilia Ribeiro Bruning, coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Unopar, avalia que ajustes na rotina e no ambiente podem facilitar essas atividades. “As necessidades variam de pessoa para pessoa, por isso vale conversar com ela e com os profissionais que acompanham seus cuidados antes de fazer mudanças maiores”, alerta a especialista.
A seguir, a fisioterapeuta indica sete adaptações simples na rotina que podem auxiliar o cuidador. Confira:
Retirar objetos do chão, organizar fios e observar tapetes que escorregam ajuda a reduzir obstáculos nos trajetos mais usados, como o caminho entre a cama e o banheiro.
Corredores, banheiro e área próxima à cama precisam permitir que a pessoa enxergue por onde passa, inclusive à noite. Verifique também se ela consegue alcançar o interruptor com facilidade.
Água, telefone e outros objetos necessários ao longo do dia podem ficar em lugares acessíveis, de acordo com o que a pessoa consegue pegar com segurança. Essa organização também evita deslocamentos desnecessários.

Barras de apoio instaladas nos locais adequados podem facilitar o uso do vaso sanitário e do chuveiro. A escolha de equipamentos e outras adaptações deve considerar as necessidades e a capacidade de movimento da pessoa.
Passar da cama para a cadeira ou ajudar alguém a se levantar exige cuidados para evitar lesões em ambas as pessoas. Um profissional pode orientar a técnica e avaliar se é necessário algum equipamento, improvisar uma transferência pode ser arriscado.
Antes de iniciar uma tarefa, pergunte o que ela consegue fazer sozinha e em que momento precisa de apoio. Participar das decisões e das atividades possíveis ajuda a preservar sua autonomia.
O cuidador também precisa de descanso. Combinar horários e identificar quem pode assumir parte dos cuidados evita que todas as demandas fiquem concentradas em uma pessoa. Se houver quedas, dificuldade crescente para se movimentar ou necessidade de ajuda frequente para transferências, a rotina deve ser reavaliada com a equipe de saúde.
Por Deiwerson Damasceno dos Santos




