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Politica de PrivacidadeDaniel Vorcaro, empresário que comandava o Banco Master, mandou mensagem para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, perguntando se já era hora de deixar o país. O contato aconteceu 48 horas antes da tentativa frustrada de embarque num jatinho com destino a Dubai, momento em que a Polícia Federal executou a ordem de prisão contra ele.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu o ex-banqueiro no dia 15 de novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo Estadão.
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Na mesma conversa, Vorcaro emendou mais três questionamentos diretos: “Aquele mesmo juiz Ricardo? E o (Gabriel) Galípolo (presidente do Banco Central) tá sabendo? Conseguimos fazer algo?”.
No dia posterior — ou seja, 24 horas antes da operação policial que culminou na prisão —, o empresário voltou a procurar o magistrado com nova dúvida: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
Segundo o inquérito conduzido pela Polícia Federal, o teor das mensagens aponta que Moraes repassava ao empresário dados sigilosos sobre a Operação Compliance Zero, incluindo cronogramas e momentos exatos em que ações da PF estavam programadas para acontecer.

Além da troca de mensagens, veio à tona outro ponto delicado: o contrato de R$ 131 milhões fechado entre Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. A própria banca confirmou a existência do acordo.
Por meio de nota oficial, o escritório declarou que a área de compliance, “como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações” ao ministro “na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente”.

Conforme revelou a CNN Brasil, as novas denúncias envolvendo uma suposta intermediação de Moraes em favor de Vorcaro junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levaram o ministro André Mendonça a reavaliar o cenário político no Supremo.
Mendonça estuda protocolar junto ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra o colega, e já faz contagem de quantos ministros apoiariam a abertura do inquérito.
O Banco Central, até o momento, não comentou o trecho em que o empresário cita o nome de Gabriel Galípolo.




